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Andrea Beltrão critica Mario Frias à frente da Secretaria de Cultura: "Um vexame"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
A atriz Andrea Beltrão. Foto: Estevam Avellar/divulgação/TV Globo
A atriz Andrea Beltrão. Foto: Estevam Avellar/divulgação/TV Globo

Andrea Beltrão é bem direta ao comentar a situação das artes no governo Jair Bolsonaro. A atriz considera “um vexame” a escolha do colega Mário Frias para assumir a Secretaria especial da Cultura.

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“Não passa nada na minha cabeça, um vazio absoluto. Um vexame. Mas o recado está dado faz tempo. Quando a Fernanda Montenegro começou a ser atacada, nós entendemos. Por isso, a lei Aldir Blanc [que estabelece auxílio emergencial para profissionais e empresas do ramo cultural] é tão importante. Estamos impedidos de trabalhar. Tudo bem que tem as lives, o maior barato. Mas nosso ofício não é esse”, analisou, em entrevista à revista “Ela”, do jornal “O Globo”.

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Até então avessa às redes sociais, Andrea aderiu há pouco tempo ao Instagram, onde compartilha momentos da vida profissional e também suas posições políticas.

“Nesse momento aterrorizante e apavorante, com essa pandemia e esse governo, achei que queria saber das coisas. A repercussão dos movimentos sociais e as pessoas se unindo para debaterem temas importantes do nosso país me dão esperança. Acho que as mudanças vêm fortes. E têm de vir de baixo para cima, porque de cima não virá nada”, opinou. .

Com uma carreira extensa no teatro, na cinema e na TV, a intérprete se mantém discreta em relação à vida pessoal e rejeita o rótulo de celebridade. “Eu odeio essa palavra, acho quase ofensiva. Quando falam comigo que ‘aqui é o lugar das celebridades’, eu falo: ‘E onde está o meu?’. Tudo bem que vem de célebre, de famoso, mas não me sinto essa coisa. Gosto de ser chamada de artista, de produtora... Se for possível escolher [um título], sou uma comediante, que faz drama também ou papel de qualquer coisa”, afirmou.

Escalada para “Um Lugar ao Sol”, de Lícia Manzo, que vai substituir “Amor de mãe” no horário das 21h na TV Globo, a atriz se diz uma “noveleira”. “Vejo com prazer. Acho uma linguagem brasileiríssima, tipo escola de samba. Muitas vezes, eu falava: ‘Pô, estou doida para fazer uma novela’. Mas estava no paraíso com a ‘A Grande Família’, depois ‘Tapas e beijos’... Eram coisas muito boas”, explicou.