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Andrade Gutierrez negocia venda de suas ações na CCR por R$ 4,6 bilhões

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — A construtora Andrade Gutierrez está negociando a venda de sua participação na CCR, uma das maiores concessionárias de infraestrutura do país, por R$ 4,6 bilhões. Em fato relevante divulgado ao mercado, a CCR confirmou que a presidente do Conselho de Administração da empresa, Ana Maria Marcondes Penido, recebeu cópia da carta enviada pela construtora aos demais acionistas comunicando sua decisão. A informação foi revelada pelo colunista do GLOBO, Lauro Jardim, nesta sexta-feira.

Segundo a carta, através da AG Participações, a Andrade Gutierrez comunicou a intenção de alienar todas as suas ações na CCR, equivalentes a 14,86%, diante de uma oferta recebida de IG4 Capital Investimentos. Antes do negócio ser concluído, os demais acionistas, entretanto, poderão exercer os direitos de preferência para a compra dos papéis, nos próximos 30 dias, conforme previsto no acordo. Com a mesma parcela da Andrade, os grupos Soares Penido e Mover — ex-Camargo Corrêa — detêm a mesma parcela de ações.

Com a decisão, a Andrade vai vender mais de 300 milhões de ações ordinárias da CCR. O IG4 ofereceu R$ 15,44 por ação, totalizando R$ 4,6 bilhões pelo total.

A construtora Andrade Gutierrez foi uma das empresas investigadas pela Operação Lava Jato por pagamentos de propinas e contratos fraudlentos. A empresa assinou um acordo de leniência com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), se comprometendo a devolver R$ 1,49 bilhão à União.

Em abril passado, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de inadimplência de longo prazo em moeda local e estrangeira da Andrade Gutierrez. O rebaixamento foi provocado pela decisão da empresa de não pagar uma parcela de sua dívida, conforme acordo fechado pela empresa com um série de credores. O calote foi de US$ 23 milhões de uma dívida que já tinha vencido em dezembro, mas que a Andrade renegociou para pagar agora em abril. Agora, a empresa quer mais 45 dias para honrar o compromisso.

A CCR é dona de 13 concessões rodoviárias, entre elas, a Via Dutra; ganhou recentemente a concessão de 15 de aeroportos, além de administrar o terminal aéreo de Belo Horizonte. A empresa também tem seis concessões de mobilidade urbana (trens, metrôs e serviços de barcas). No mês passado, arrematou as linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Nos aeroportos arrematados, a CCR terá que investir R$ 4,7 bilhões ao longo dos próximos 30 anos e mais R$ 3,2 bilhões nas linhas da CPTM.

Procurada, a CCR não comentou a decisão do acionista.