Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.925,60
    -1.560,41 (-1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.457,55
    -227,31 (-0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,21
    -0,01 (-0,01%)
     
  • OURO

    1.814,90
    -0,30 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    16.975,55
    -207,09 (-1,21%)
     
  • CMC Crypto 200

    402,38
    -3,77 (-0,93%)
     
  • S&P500

    4.076,57
    -3,54 (-0,09%)
     
  • DOW JONES

    34.395,01
    -194,76 (-0,56%)
     
  • FTSE

    7.558,49
    -14,56 (-0,19%)
     
  • HANG SENG

    18.736,44
    +139,21 (+0,75%)
     
  • NIKKEI

    27.791,42
    -434,66 (-1,54%)
     
  • NASDAQ

    12.015,00
    -47,75 (-0,40%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4611
    -0,0043 (-0,08%)
     

Andrômeda tem "restos" de outras galáxias que consumiu no passado

Andrômeda, a grande galáxia mais próxima da Via Láctea, parece ter "restos" das galáxias que consumiu em seu passado. A conclusão vem de um estudo liderado por Geraint Lewis, da Universidade de Sidney, em que ele e os demais autores analisaram aglomerados globulares, estruturas formadas por grupos de estrelas com baixa metalicidade em suas composições.

A metalicidade está relacionada à composição química das estrelas, que podem ou não conter elementos mais pesados que hidrogênio e hélio (metais). Para o estudo, os pesquisadores identificaram um grupo de aglomerados globulares no halo interno de Andrômeda — este grupo, especificamente, apresentou metalicidade semelhante.

Os aglomerados, apelidados “Estrutura Dulais” pelos autores, têm menor metalicidade que a maioria das estrelas na mesma região. Isso sugere que não nasceram da galáxia Andrômeda e que são antigos, já que havia menos elementos pesados no início do universo do que hoje.

Representação dos aglomerados da Estrutura Dulais fluindo por Andrômeda (Imagem: Reprodução/Geraint Lewis)
Representação dos aglomerados da Estrutura Dulais fluindo por Andrômeda (Imagem: Reprodução/Geraint Lewis)

A Estrutura parece ter até 20 aglomerados globulares com alinhamento próprio, sem acompanhar a rotação da galáxia e, para a equipe, ela é formada pelos “restos” de uma bela refeição da galáxia Andrômeda. “Isso nos leva para a próxima pergunta: o que foi realmente consumido?”, questionou Lewis.

Para ele, a Estrutura Dulais é um fluxo formado por aglomerados estelares, que indicam que galáxias massivas se fundem para produzir estruturas gigantescas, e que elas consomem aglomerados globulares menores. “Percebemos nas últimas décadas que as galáxias crescem ao se alimentar de pequenos sistemas — galáxias pequenas que caem e são devoradas —, é um canibalismo galáctico”, descreveu.

Eles identificaram assinaturas de dois grandes banquetes em Andrômeda: o mais recente parece ter ocorrido há cinco bilhões de anos, e o mais antigo, de 8 a 10 bilhões de anos no passado. Como o universo tem aproximadamente 13,8 bilhões de anos, os eventos parecem ter acontecido enquanto a matéria no universo estava mais próxima e mais agrupada.

Esquema do movimento da Estrutura Dulais (Imagem: Reprodução/Geraint Lewis)
Esquema do movimento da Estrutura Dulais (Imagem: Reprodução/Geraint Lewis)

Ainda não se sabe ao certo como ocorreu o processo de “alimentação” da Via Láctea, mas é possível que Andrômeda tenha algumas pistas. “O que queremos saber é: a Via Láctea fez o mesmo [processo] ou era diferente? Ambos têm consequências interessantes para o quadro geral de como as galáxias se formam”, disse Lewis.

Independentemente do que aconteceu, é certo que a Estrutura Dulais e a própria galáxia Andrômeda sugerem processos intrigantes, que ainda não são totalmente compreendidos. “O eixo orbital desta Estrutura está alinhado com aquele do evento de acreção mais jovem, recentemente identificado com uma subpopulação de aglomerados globulares no halo externo de Andrômeda, e isso sugere uma forte relação causal entre ambos”, escreveram os autores.

O artigo com os resultados do estudo será publicado pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e pode ser acessado no repositório online arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: