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André cresce em briga por vaga no meio, Fluminense tem problemas no ataque, mas segue eficiente

·3 minuto de leitura


Em um jogo de agilidade e marcação fechada, o Fluminense manteve a invencibilidade no Campeonato Brasileiro com o empate por 1 a 1 com o Fortaleza, na Arena Castelão, neste domingo. O Tricolor carioca conseguiu reverter a pressão sofrida no primeiro tempo e Caio Paulista abriu o placar logo após o retorno ao gramado. Apesar de a eficiência seguir sendo a marca desta equipe, a atuação abaixo do esperado do setor ofensivo preocupa novamente.

> ATUAÇÕES: Caio Paulista abre o placar para o Fluminense no Castelão e recebe a melhor nota

Vale destacar a volta de André ao time. Muito elogiado por Roger Machado após a última partida apesar de quase não ter aparecido entre os relacionados com o treinador, o volante foi titular e teve atuação segura. Com características diferentes de Yago Felipe e sem entrosamento, a equipe sentiu falta de seu usual titular, mas o jovem não ficou devendo dentro do que era esperado. Assim, ele se coloca ainda mais forte na briga com Wellington para ser o primeiro reserva.

- O André eu vejo com características de primeiro homem, protetor da zaga. Intensidade na retomada, encurtamento, bom jogo físico, uma relativa boa bola aérea e tem uma construção em primeiro terço. Dentro do jogo, quando conversei com Martinelli e André sobre as posições, não quis direcionar qual deles seria o primeiro ou segundo volante porque eles tiveram muito mais amostragem na base do que eu. Dentro da circunstância, eles me passaram que o André sempre foi mais primeiro e o Martinelli segundo - disse Roger.

- Como estamos jogando com um tripé, optei por colocar o André em uma posição de mais conforto, mas em alguns momentos eles trocaram. Mas ali já nos gerou mais dificuldade, o André não está tão acostumado com a dinâmica, por vezes toma uma decisão que não era adequada para o momento. A partir disso eu fixei o André como primeiro, deixando o Nene e o Martinelli como os outros dois médios - completou.

O duelo começou com pressão total do Fortaleza, que se movimentou em campo com boas troca de passes e interceptou quase todas as tentativas de inversão das jogadas, finalizando mais vezes. A defesa do Fluminense teve baixo rendimento pela direita, especialmente com Calegari, e o mandante conseguiu se infiltrar em diversos momentos.

No segundo tempo, o Fluminense abandonou a proposta reativa e partiu para a ofensividade. Com a linha de marcação mais à frente e Martinelli com liberdade para auxiliar os atacantes, o time conseguiu velocidade e abafou o Leão em casa. Em um escanteio, Nino cabeceou e colocou a bola nos pés de Caio Paulista, que fez o primeiro gol da noite. O empate saiu após vacilo da zaga em momento mais organizado dos comandados de Vojvoda.

A partir daí, o Flu recuou e acabou chamando o Fortaleza para o seu campo. Nas alterações, Roger optou por colocar Cazares no lugar de Gabriel Teixeira ao invés de tirar Nene, que não vinha fazendo boa partida, apesar de ter batido o escanteio que originou o gol. Improvisado na ponta esquerda, o equatoriano não rendeu e foi incapaz de auxiliar Abel Hernández, que entrou após a saída de Fred. Kayky também não se destacou na ponta direita e atrasou para receber cruzamentos.

Com relação à parte ofensiva, assim como foi contra o Santos, o Fluminense teve dificuldades de fazer sua arma dos contra-ataques ser objetiva e perigosa, como vinha acontecendo. O lado bom é que a equipe se mantém eficiente e, no momento em que conseguiu chegar com mais força, fez o gol. Caio Paulista foi a grande saída nas tentativas de ataque, mas não vinha correspondendo. O gol reafirma o bom momento.

Desta forma, o Fluminense encerrou a rodada com um ponto fora de casa, resultado favorável diante do clube que até então liderava a competição. O Tricolor ocupa agora a sexta colocação da Série A do Brasileirão, com nove pontos. Na próxima rodada, visita o Atlético-GO às 19h.

*Estagiária sob a supervisão de Luiza Sá

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