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Anbima reforça defesa por avanço na regulação de agente autônomo

Adriana Cotias

Entidade pede o fim da exclusividade desses profissionais, maior transparência na remuneração e na qualificação Em meio à disputa aberta entre Itaú e o modelo de distribuição via agentes autônomos de investimentos, a Anbima divulgou nota em que defende a aprimoração das regras que norteiam a atividade. O fim da exclusividade desses profissionais, maior transparência na remuneração e qualificação foram os pontos abordados.

Como já sinalizado na consulta pública feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o tema, a entidade propõe o fim da exclusividade dos agentes com uma única instituição financeira, que hoje prevê uma relação restrita na oferta de valores mobiliários como ações e debêntures, mas é livre na distribuição de fundos.

No que diz respeito à remuneração, a proposta vai na linha de trazer uma maior transparência sobre o comissionamento dos agentes autônomos, dos consultores e demais profissionais de distribuição das instituições financeiras. A XP Investimentos recentemente decidiu abrir as taxas pagas aos agentes da sua rede, mas a ideia da autorregulação é abrir em outros canais.

Segundo a Anbima, a abertura deve alcançar ainda os custos envolvidos nas operações. “Acreditamos na transparência como norte para atuação das instituições, especialmente no relacionamento com o cliente”, escreve a entidade.

A entidade defende ainda a qualificação e educação continuada dos profissionais que se relacionam diretamente com o investidor. “São eles que, na ponta, representam a indústria de investimento aos olhos do cliente, motivo pelo qual prezamos pela excelência na concessão das certificações exigidas para o desempenho das atividades de distribuição e consultoria de produtos de investimento.”

São movimentos que, para a Anbima, fortalecem a indústria de gestão, cujo papel estratégico se faz ainda mais relevante diante da busca por diversificação, especialmente no atual cenário econômico.

Conforme descreve, o Brasil experimentou nos últimos anos um movimento bastante positivo de consolidação das plataformas abertas de investimento e de maior concorrência entre diferentes modelos de negócios para a distribuição de produtos. “Isso favorece o mercado e o investidor, com a multiplicação de players, ofertas e produtos.”

Um movimento natural com tal evolução é uma melhor definição dos papéis dos vários agentes do mercado.

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