Anbima quer aprimorar acesso ao mercado de capitais

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) quer tomar iniciativas para aprimorar o acesso de empresas de menor porte ao mercado de capitais em 2013. "É nosso objetivo para este ano: viabilizar o mercado de acesso", disse nesta quarta-feira Marcio Guedes, um dos diretores da Anbima. Guedes diz que não será visto "um monte de operações" no meio do ano, mas a entrada das PMEs neste mercado é promissora. "É difícil dizer quando, mas vai acontecer", afirmou.

Em relação às operações de Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em geral, o executivo comentou que, em função de os últimos dois anos terem sido fracos, há uma grande expectativa para 2013. "A visão que a gente tem é a de que o mercado deve ser bastante positivo em função da demanda represada por parte das empresas e de uma recuperação institucional global", avaliou.

O aprimoramento da autorregulação também está na pauta dos próximos meses, com expansão do escopo e aprimoramento no Código de Ofertas. "O desempenho de 2012 mostra que o mercado de capitais já ocupa uma posição estratégica como opção de financiamento para as empresas. Nosso objetivo é consolidar cada vez mais esse papel e aumentar a participação do mercado de financiamento de projetos de longo prazo", contou Guedes.

Segundo ele, haverá um capítulo exclusivo para ofertas de Certificado de Recebível Imobiliário (CRI); um capítulo com melhores práticas para Agentes Fiduciários e, por fim, regras específicas para a participação do investidor de varejo em IPOs.

Também compõem a agenda da associação o desenvolvimento dos fundos de debêntures de infraestrutura, a implantação do Comité de Aquisição e Fusão (CAF) e o desenvolvimento no registro do Programa de Distribuição Contínua (PDC) de Letra Financeira.

As companhias brasileiras captaram R$ 139 bilhões no mercado de capitais doméstico no ano passado, volume superado apenas pelo volume registrado em 2010, quando o resultado foi impactado pela captação da Petrobras, de R$ 120,2 bilhões.

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