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Analistas veem dólar abaixo de R$ 5, mas por pouco tempo

·6 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. -  (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. - (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar ficou perto de romper a barreira dos R$ 5 nesta quarta-feira (9). A moeda chegou a ser cotada a R$ 5,0190, mas acabou invertendo a tendência e fechando em alta de 0,59%, a R$ 5,0700. Nos últimos três pregões, fechou a R$ 5,04, mínima deste ano.

"O IPCA mais forte que o esperado ajudou a moeda buscar mínimas, porém, logo nas primeiras horas de pregão, ela inverteu sinal e começou a subir com compras por partes de tesourarias bancárias e importadores, atraídos pelo preço 'barato' do dólar", disse em nota Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora.

Segundo analistas, a moeda pode romper em breve a barreira de R$ 5, mas não deve se manter abaixo deste patamar por muito tempo.

"Pode ser que caia abaixo de R$ 5, mas não acreditamos que se sustente nesse patamar conforme chegamos mais perto das eleições, o que eleva o risco político", afirma Rachel de Sá, chefe de economia da Rico.

"O dólar pode romper R$ 5 e brincar bastante tempo entre R$ 4,90, R$ 4,95 e R$ 5,10, mas não acredito em uma queda muito expressiva além disso", afirma Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos.

Tampouco a queda deve vir na quinta (10), quando serão divulgados os dados da inflação americana. Se a alta nos preços dos Estados Unidos vier acima do esperado, como no último mês, o dólar pode subir e a Bolsa cair, com a expectativa de fim dos estímulos do Fed (banco central americano).

Caso a autoridade monetária reforce a continuidade do juro próximo de zero e de injeção de liquidez no mercado, o dólar tende a perder força internacional. Na quarta que vem, o Fed se reúne para definir a política monetária.

"Mesmo em meio ao receio com a inflação, investidores colocaram pressão compradora sobre títulos públicos mundo afora, reduzindo suas taxas de rendimento. O movimento dá a entender que participantes do mercado estão antecipando que, mesmo com um dado de inflação mais salgado, o Fed manterá sua postura acomodatícia, reforçando que qualquer pressão sobre os preços será transitória", afirma a equipe Guide Investimentos em relatório.

De acordo com a corretora, é provável que o índice inflacionário americano supere as expectativas dado a forte expansão da atividade, com vacinação avançada e estímulos fiscais e monetários.

Por outro lado, o Brasil está em um ciclo de alta de juros, e juros mais baixos levam a uma queda do dólar ante o real pelo carry trade, prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e dos juros. Nela, o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país -no caso, os Estados Unidos- para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior, como o Brasil.

Com o juro americano próximo de zero e a Selic a 3,5%, com perspectiva de ir a 5,75% ao fim do ano, há tendência de entrada de dólares no Brasil, o que pode reduzir a taxa de câmbio.

Segundo Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, um aumento da Selic acima do esperado na próxima reunião do Banco Central, que também acontece na quarta (16), pode ser o fator que leve o dólar abaixo de R$ 5.

"Eu acho que vai para baixo dos R$ 5, mas temos alguns pontos que podem deixar isso não acontecer como a piora da pandemia e a não efetivação das privatizações e reformas", diz Velloni.

O motivo para um eventual ajuste maior é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que avançou 0,83% no mês passado, após variação de 0,31% em abril. Foi o maior resultado para maio desde 1996 (1,22%).

A expectativa do mercado é de ajuste de 0,75 ponto na próxima quarta, o que elevaria a Selic a 4,25%.

Na semana passada, o grupo XP fez uma revisão de cenário e agora espera uma Selic a 6,50% ao fim de 2021, com ajustes de 0,75 ponto em cada reunião.

A projeção do dólar caiu de R$ 5,30 para R$ 5,10 ao fim de 2021, patamar que deve se manter ao fim de 2022.

Já o Banco Ourinvest vê o dólar a R$ 5,20 em 2021 e a R$ 5,40 em 2022.

"Vai depender da evolução da vacinação e da pandemia como sempre. A conjuntura ainda é muito abalada para vermos um dólar muito mais baixo", diz Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

Considerando os fatores que contribuem para o valor do real e do dólar, a projeção da XP aponta que a moeda estaria por volta de R$ 4,70.

Em trajetória de queda, o dólar recua 12,44% desde o pico de R$ 5,79 em março, quando Lula voltou ao páreo eleitoral.

Segundo analistas, a queda é fruto de um arrefecimento no risco fiscal, com arrecadações acima do esperado nos últimos meses, e de uma melhora na economia local e global.

"As surpresas positivas do lado da arrecadação deram um colchão para o governo e deixa o mercado menos preocupado com a volta do auxílio emergencial", diz Rachel.

Além disso, com a recuperação das economias de Estados Unidos e China, os preços das commodities estão em alta, beneficiando países exportadores, como o Brasil.

"O cenário macroeconômico deu uma desanuviada, depois da divulgação de um PIB melhor no primeiro trimestre e até pela inflação mais alta, que, em conjunto, melhoram as estatísticas fiscais. Todavia, existem muitas incertezas em relação à pandemia, além de novas dores de cabeça, como a provável crise hídrica, sem contar os ruídos políticos", afirma Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama.

Apesar da queda do dólar, especialistas recomendam que os investidores não o tirem da carteira, seja ele um contrato de dólar ou um BDR, recibo de ação estrangeira.

"É sempre importante ter parte da carteira em dólar com foco no longo prazo", diz Rachel

Nesta quarta, o Ibovespa teve ganho marginal de 0,09%, a 129.906,80 pontos, impulsionado particularmente pela Vale, que subiu 2,07%, na esteira da melhora dos preços do minério de ferro na China. O contrato de referência na bolsa chinesa de Dalian chegando a subir 5,4% após três dias de baixa.

Com o IPCA acima do esperado, que eleva taxas de juros futuros, MRV e CYRELA cederam 2,44% e 2,33%, respectivamente. No mesmo contexto, Iguatemi e Multiplan recuaram 3,78% e 2,80%, respectivamente.

Dado a cautela com os dados da inflação americana, os índices americanos fecharam em leve queda. O S&P 500 caiu 0,18%, o Dow Jones, 0,44% e o Nasdaq, 0,09%.

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