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Anúncio de Trump sobre estímulos fiscais impõe queda às bolsas de NY

Gabriel Roca
·3 minutos de leitura

Trump encerrou as negociações com os democratas, afirmando que os republicanos fizeram uma proposta "generosa de US$ 1,6 trilhão e Nancy Pelosi não estaria negociando de "boa fé" Durante a tarde desta terça-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pôs um ponto final nas negociações entre democratas e a Casa Branca sobre um novo pacote de estímulos no país. O anúncio, feito em seu Twitter, disparou uma forte aversão ao risco nos mercados globais, impondo perdas consistentes aos índices acionários em Nova York. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones encerrou o dia em queda de 1,34%, aos 27.772,76 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,40%, aos 3.360,97 pontos. O índice eletrônico Nasdaq fechou em queda de 1,57%, aos 11.154,60 pontos. O índice de volatilidade do S&P 500, o VIX, chamado de o "termômetro do medo", fechou o dia em alta de 5,44%, aos 29,48 pontos. A perspectiva de que democratas e a Casa Branca conseguiriam chegar a um acordo para dar novo suporte a empresas e famílias atingidas pela pandemia da covid-19 vinha impulsionando a demanda por risco nas últimas sessões. Na manhã desta terça, inclusive, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, alertou sobre as consequências econômicas potencialmente trágicas que podem ocorrer caso o Congresso e a Casa Branca não consigam fornecer novo apoio à economia americana. "A expansão ainda está longe de ser concluída", disse Powell. "Neste estágio inicial, eu diria que os riscos da intervenção política ainda são assimétricos. Muito pouco apoio levaria a uma recuperação fraca, criando dificuldades desnecessárias." Em contraste, segundo o presidente do Fed, os riscos de fornecer alívio generoso seriam pequenos. “Mesmo que as ações políticas acabem se revelando maiores do que o necessário, elas não serão desperdiçadas”, disse ele. “Como disse Powell, quando você está em uma estagnação secular, num período de baixo crescimento, o impacto da política monetária fica reduzido. A responsabilidade, então, recai sobre a política fiscal ”, disse Frank Rybinski, estrategista-chefe de macro da Aegon Asset Management, ao MarketWatch. A insistência do líder da autoridade monetária americana, no entanto, não pareceu ser suficiente para comover os políticos em Washington. Nesta tarde, Trump encerrou as negociações com os democratas, afirmando que os republicanos fizeram uma proposta "generosa de US$ 1,6 trilhão de dólares" e Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, não estaria negociando de "boa fé". "Instruí meus representantes a pararem de negociar até depois da eleição, quando, imediatamente após minha vitória, aprovaremos uma importante lei de estímulo que se concentrará nos americanos trabalhadores e nas pequenas empresas", disse Trump, em seu perfil do Twitter. "Claramente, isso esvazia um pouco do otimismo que estava sendo precificado no mercado", disse Jon Hill, estrategista de taxas de juros da BMO Capital Markets, à Dow Jones Newswires. Mesmo assim, ele afirma que o anúncio "não significa que nunca teremos outro acordo fiscal, apenas significa que não acontecerá antes das eleições", completou. Com a aversão ao risco desencadeada pela declaração de Trump, apenas o segmento de serviços de utilidade pública (+0,85%) conseguiu fechar em alta, dentre os 11 que compõem o S&P 500. Os papéis do setor, inclusive, são considerados como defensivos pelos investidores, já que costumam oferecer dividendos maiores e estáveis.