Mercado fechará em 1 h 16 min
  • BOVESPA

    113.117,95
    +2.192,35 (+1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.475,82
    +18,27 (+0,04%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,89
    -0,33 (-0,41%)
     
  • OURO

    1.810,10
    -5,10 (-0,28%)
     
  • BTC-USD

    16.952,67
    -28,49 (-0,17%)
     
  • CMC Crypto 200

    402,36
    +0,94 (+0,23%)
     
  • S&P500

    4.054,19
    -22,38 (-0,55%)
     
  • DOW JONES

    34.305,07
    -89,94 (-0,26%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.944,75
    -118,00 (-0,98%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4871
    +0,0217 (+0,40%)
     

Anãs brancas "poluídas" podem mostrar quando planetas foram formados

Uma equipe de pesquisadores liderada por Amy Bonsor, astrônoma da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, encontrou evidências que mostram que as estrelas e planetas são formados juntos durante o início da “vida” dos sistemas estelares, ou seja, eles evoluem juntos. Apesar de os astrônomos entenderem os processos de formação planetária, não estava claro se estes processos ocorrem quando a estrela ainda está em desenvolvimento.

Eles encontraram as pistas da formação dos planetas em anãs brancas, o núcleo que resta quando estrelas parecidas com o Sol esgotam suas reservas de combustível para fusão nuclear. Elas são densas e escuras, e representam a última etapa observável da evolução das estrelas de massa baixa e média.

As anãs brancas são os núcleos que restam de estrelas parecidas com o Sol (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, and K. Sahu (STScI))
As anãs brancas são os núcleos que restam de estrelas parecidas com o Sol (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, and K. Sahu (STScI))

Normalmente, as anãs brancas são formadas por hidrogênio e hélio, mas podem ser “poluídas” por outros compostos quando asteroides ou corpos rochosos se chocam contra elas. Assim, ao analisar a composição da anã branca “suja” pelo objeto, os astrônomos podem descobrir a composição do asteroide que colidiu.

Durante o estudo, a equipe estudou cerca de 200 anãs brancas; grande parte delas era rica em ferro, o que sugere que foram atingidas por asteroides ricos no elemento. Para terem núcleos de ferro, os asteroides precisaram de grande calor, e a fonte provável das altas temperaturas era o decaimento do alumínio-26, isótopo radioativo do alumínio.

O alumínio-26 só existe por menos de um milhão de anos antes de decair; portanto, para os asteroides terem a quantidade de ferro observada nas anãs brancas, eles precisam ter sido formados em uma etapa bastante inicial de seus sistemas estelares — mais especificamente, no mesmo período em que a estrela estava se formando.

Representação de asteroide se rompendo e caindo em uma anã branca (Imagem: Reprodução/Amanda Smith)
Representação de asteroide se rompendo e caindo em uma anã branca (Imagem: Reprodução/Amanda Smith)

Embora os cientistas considerem que os planetas se formam somente quando a estrela chega ao tamanho final, o estudo sugere que a formação planetária no início da evolução da estrela é provável. “Nosso estudo complementa um consenso crescente na área, de que a formação planetária ocorre no início, com os primeiros corpos se formando junto da estrela”, finalizou Bonsor.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: