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Anã brancas parecem guardar restos da crosta de planetas mortos

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Em novo estudo, uma equipe de astrônomos desenvolveu uma técnica para procurar exoplanetas com a ajuda de anãs brancas, analisando detritos presentes nas "névoas" delas. Assim, eles identificaram quatro anãs brancas distantes com lítio em suas atmosferas, e isso indica que elas parecem estar “consumindo” o que restou de planetas mortos.

Hoje, já conseguimos identificar diversos planetas fora do Sistema Solar, mas mesmo assim existe uma limitação na hora de procurar mundos fora da nossa vizinhança: estamos encontrando apenas aqueles que já existem, enquanto as diversas gerações de planetas que nasceram e morreram ao longo dos 14 bilhões de anos da existência do universo não entram para essa conta. Além disso, quando estrelas massivas morrem em explosões supernovas, os planetas que as orbitavam não costumam sobreviver para serem estudados.

Representação de um disco de detritos rochosos em torno de anã branca (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/STSCI)
Representação de um disco de detritos rochosos em torno de anã branca (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/STSCI)

Mesmo no caso da morte das estrelas menos massivas, que dão origem a anãs brancas, planetas da órbita acabam destruídos — mas, no estudo, os pesquisadores sugerem que este processo não leva junto todas as evidências deles. Caso os planetas ou o resto dos seus núcleos sobrevivam à explosão, este material pode acabar se espalhando devido à ação gravitacional. Este não é um processo tão frequente, mas ainda assim é possível de acontecer.

Depois, alguns desses detritos podem se mover em direção da anã branca, ou seja, o núcleo que, um dia, pertenceu à estrela. Essa anã branca é formada por carbono e hidrogênio envolvidos por uma espécie de escudo de hidrogênio e hélio; então, se algum objeto passar perto demais dessa formação, vai acabar "rasgado" pela gravidade dela, e seus detritos vão seguir para sua superfície, onde irão se misturar ao hidrogênio e hélio.

Os elementos que formam o objeto azarado podem liberar luz própria — o que, para os astrônomos, é uma espécie de “impressão digital” que pode ser observada. Contudo, a maior parte das anãs brancas é quente demais, e a luz delas acabaria “escondendo” os indícios de algum material estranho. Mesmo assim, a missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, conseguiu mapear diversas anãs brancas com a assinatura de planetas na atmosfera delas. Então, os astrônomos concluíram que a presença de elementos enriquecidos corresponde ao que conhecemos sobre o Sistema Solar, sugerindo que a formação de planetas rochosos é um processo comum, e que sistemas como o nosso estão presentes no universo há bastante tempo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv, ainda sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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