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Análise: Vasco já esboça estilo de Fernando Diniz, mas empate com CRB mostra que há muito a ser ajustado

·2 minuto de leitura

Mudou o treinador, mas não o sentimento de frustração no final do jogo. O Vasco até esteve muito perto de voltar a vencer, mas cedeu o empate para o CRB nos acréscimos. Um 1 a 1 com gosto amargo que mostra que Fernando Diniz ainda vai precisar fazer muitos ajustes para recolocar o time na briga pelo acesso.

Com o empate, os cruz-maltinos seguem na metade da tabela. Estão em nono, com 33 pontos. E, como a rodada está apenas no começo, podem cair mais posições. A próxima chance de voltar a vencer será no domingo, contra o Cruzeiro, em São Januário.

Apesar dos poucos dias de treino com Diniz, o Vasco já apresentou um pouco das características tão identificadas com o treinador. Marcação mais adiantada, pressão sobre o adversário imediatamente após perder a bola e, principalmente, a valorização da posse. Mesmo como visitante, o time teve maior volume de jogo.

Pelo pouco tempo de trabalho alguns problemas são compreensíveis. A transição ofensiva foi muito lenta. Em alguns momentos do segundo tempo, quando a equipe caiu de rendimento, ela parecia nem existir. Diniz precisou gritar o tempo todo para que os jogadores acelerassem a circulação da bola.

Estreante da noite, Nenê mostrou que vai ser uma peça importante para Diniz. Teve bastante liberdade para flutuar e assumiu a responsabilidade de organizar o jogo.

Faltou ao Vasco, contudo, aproveitar mais os lados do campo. Sem profundidade, o time teve dificuldade para colocar a bola dentro da área. Pior para German Cano, que passou a maior parte do jogo tendo que sair da área para participar, o que não é seu forte.

Ainda assim, o talento do argentino fez a diferença quando ele teve a oportunidade. Aos 48 do primeiro tempo, desviou de letra um chute de Ricardo Graça para acabar com seu jejum de dez partidas sem balançar as redes.

Outro problema foi o desperdício das poucas chances criadas. Aos 35 da etapa final, Andrey puxou o contra-ataque e deixou Pec na cara do gol. Mas ele não finalizou bem, e seu chute parou no goleiro Diogo Silva.

Defensivamente, a equipe parecia ter o jogo sob controle. Afinal, a melhor forma de não ser atacado é estando com a bola. Além disso, o CRB pecou demais na ligação entre defesa e ataque. O problema é que no segundo tempo o time caiu muito de rendimento. Diminuiu seu volume, parou de produzir na frente e atraiu o CRB para seu campo. Aos 46, Renan Bressan aproveitou um vácuo deixado pela defesa no lado esquerdo e empatou com um chute cruzado.

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