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ANÁLISE-Valorizar peso argentino pode custar eleição aos peronistas

·2 min de leitura
Supermercado de Buenos Aires

Por Hernan Nessi

BUENOS AIRES (Reuters) - A fragilizada moeda da Argentina pode custar uma eleição aos governistas peronistas, além de sua maioria essencial no Senado.

O peso, equiparado ao dólar norte-americano duas décadas atrás, agora só vale oficialmente um centavo. Quem vai ao popular mercado paralelo local em busca de dólares, que floresce em meio aos controles de capital rígidos, só obtém metade deste valor.

O governo de centro-esquerda do presidente Alberto Fernández encara uma possível derrota nas eleições legislativas de 14 de novembro, o que pode prejudicar a segunda metade de seu mandato e abalar sua coalizão peronista, já enfraquecida por uma derrota dura nas primárias.

Causar revolta no eleitorado, em parte, é um dos problemas de um peso cada vez mais esquizofrênico, que está sendo negociado oficialmente a 100 por dólar, mas por 200 em mercados alternativos, o que provoca temores de desvalorização e aumenta a inflação.

"Inflação e desvalorização afetam minha vida diária cada vez que compro algo", disse Marina Smith, agente de viagens de 42 anos de Buenos Aires. "Até me acontece de ver o valor de algo e não saber mais se é caro ou barato".

A moeda inconstante, juntamente com a pandemia, a afeta profissionalmente, já que os controles de capital, os impostos e a desvalorização tornam mais caro para os turistas argentinos viajarem ao exterior.

"Quando votar, levarei estes fatores em conta", disse ela, mas sem especificar em quem votará.

O governo da Argentina está enfrentando uma inflação descontrolada, que atinge uma taxa anual acima de 50%, o que é exacerbado pelo temor de uma desvalorização da moeda e os custos maiores concretos dos bens agora que os negociantes usam taxas de câmbio informais mais caras.

Recentemente, esta taxa superou a barreira psicológica de 200 pesos por dólar, o dobro da taxa oficial. A diferença surgiu no final de 2019, quando a vitória eleitoral dos peronistas causou o colapso do mercado e levou aos controles de capital, e se ampliou desde então.

"O problema com a diferença da taxa de câmbio é que ela cria uma mudança de incentivos, e também de expectativas", disse Isaías Marini, economista da consultoria Econviews.

"Agora temos uma defasagem acima de 100%. E a expectativa de desvalorização criada por esta defasagem se traduz em um aumento de preços".

O ministro da Economia, Martín Guzmán, diz publicamente que o governo não permitirá uma desvalorização abrupta do peso, mas muitos negociantes continuam céticos em um país acostumado a uma inflação que corrói os salários e que governos sucessivos têm sido incapazes de controlar, ou mesmo explicar.

"Isso tem uma enorme influência no colapso da opinião pública", disse à Reuters o analista político Jorge Giacobbe, citando a inflação galopante.

"O golpe que veremos das pessoas nessa eleição deve-se ao temor de o que virá será ainda pior."

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