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Análise: sem rumo e goleado pelo Corinthians, Fluminense vê em risco a vaga na Libertadores

Carlos Eduardo Mansur
·3 minuto de leitura
Peter Leone / Ofotografico

Num clube em dificuldade econômica, que assistiu sem conseguir reagir à saída de jogadores importantes ao longo da temporada, o bom trabalho de Odair Hellmann mantinha o time perto da parte de cima da tabela. Hoje, desde a perda do treinador, o Fluminense sofre para competir, salvo em minutos do último Fla-Flu e passagens do jogo com o São Paulo. Perdeu a capacidade de se adaptar a rivais, a solidez, a boa execução de ideias. Por aí se explica a sonora goleada de 5 a 0 ontem, diante do Corinthians.

Já periga a classificação para a Libertadores, mesmo que o Brasileirão distribua vagas fartamente. E o time chega em seu pior momento à fase decisiva. Ontem, o jogo foi a imagem de um contraste: a um Fluminense sem rumo, com Marcão e Aílton recentes no cargo e ainda sem dominarem a situação, se opôs um Corinthians que tem um dos melhores trabalhos de treinador do Brasileiro. Vágner Mancini teve uma largada difícil ao assumir, mas fez o time primeiro recuperar a velha solidez defensiva e, mais adiante, evoluir com a bola.

Resultados por vezes ocultam algumas questões. O Fluminense já fora muito mal no primeiro tempo do Fla-Flu há uma semana. Mas vencera. Ontem, fez um primeiro tempo em que só defendeu, e mal. No segundo, se desequilibrou totalmente após substituições que não funcionaram.

Etapa final caótica

Por 45 minutos, o time foi pouco consistente ao tentar avançar a marcação e se viu obrigado a defender perto de sua área. O Corinthians fazia tanto os pontas Gustavo Mosquito e Mateus Vital, mas principalmente o meia Cazares, buscarem o espaço entre os meio-campistas e a linha de zaga do Fluminense, que nunca reagiu. Como o time não encontrava a saída para contra-ataque e dependia dos raros momentos em que achava Fred, o tricolor via o jogo acontecer em seu campo. O primeiro gol parecia questão de tempo. E aconteceu da forma desenhada: Cazares achou Mosquito, que se movera da ponta para uma zona intermediária, entre as linhas defensivas do Fluminense. Após passe de Fágner, ele finalizou e Jô marcou no rebote.

Os meias do Fluminense voltaram a ter dificuldade de jogar. No Fla-Flu, a saída foi buscar as bolas longas, um jogo mais direto para Fred. E, nas raras vezes em que recebeu a bola, ele até deu sequência aos lances. E ainda gerou a melhor chance tricolor do primeiro tempo. Ainda assim, o Corinthians era mais perigoso e Marcos Felipe chegou a evitar gol de Mateus Vital.

Se já jogava mal, o time foi ainda pior no segundo tempo, após Aílton trocar Hudson e Araujo por Lucca e Nenê. Com Fred e Nenê pelo centro do ataque, era natural que a pressão ofensiva do Fluminense caísse. E pior: com o meio despovoado, o time, antes de ganhar poder ofensivo, se desmanchou.

Cazares já ampliara após belo contragolpe, mas o terceiro gol foi emblemático. Fred e Nenê fizeram apenas uma sombra na saída de bola corintiana. Os paulistas facilmente evoluíram com a bola e Cantillo recebeu a bola sem pressão. Mesmo assim, a linha defensiva do Fluminense se mantinha adiantada. Com calma, o colombiano lançou Fágner às costas da defesa para o 3 a 0. Em grande chute, Mateus Vital fez o quarto.

Era tão claro que o desequilíbrio que Aílton tentou recompor o meio com Martinelli no lugar de Fred. Mas o Fluminense já tinha pouco a oferecer, já faltava até ânimo. No minuto final, Luan ainda fez o 5 a 0 com absoluta naturalidade.