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Análise | Philco PTB10RSG é aposta da brasileira no segmento de tablets básicos

Pedro Cipoli

O PTB10RSG da Philco é um dos tablets mais básicos que você encontrará por aí, mas tem alguns diferenciais bacanas. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele, que pretende ser uma aposta da empresa brasileira para conquistar quem busca uma opção mais acessível para tarefas mais simples.

Como será que ele se sai?

Design

Um ponto bacana do PTB10RSG é o visual. Apesar de básico, ele passa a sensação de ser mais sofisticado. É o famoso "plástico que parece metal, mas não é. Mas é" e não temos muito o que criticar aqui. Há uma tampa removível na parte de cima que oferece acesso aos chips de operadora (sim, ele é dual chip) e ao cartão microSD de até 32 GB.

As bordas frontais possuem um excelente tamanho, ficando entre os iPads das primeiras gerações e os modelos atuais. Há um movimento de mercado em direção a minimizar ao máximo a espessura das bordas, e ainda que isso ofereça um visual mais premium aos modelos, é de se questionar o quanto isso impacta na experiência de uso. Aqui elas estão do tamanho correto, permitindo o uso com as duas mãos sem problemas.

Nossa crítica aqui fica para o "botão Home fake". Localizado abaixo da tela, ele dá a impressão de ser um sensor de impressões digitais, mas é apenas um botão virtual simples (e duplicado, já que a própria interface já conta com o botão Home padrão do Android).

Tela

Atualmente, é praticamente impossível encontrar um smartphone com tela ruim. A resolução HD é o ponto de partida, e mesmo modelos básicos trazem uma densidade de pixels próxima de 300 pontos por polegada quadrada. Os tablets também partem dessa resolução, só que, por serem maiores, isso acaba resultando em uma baixa densidade de pixels. É este o caso aqui.

O PTB10RSG certamente não se destaca em qualidade de tela, mas também não decepciona, considerando que é um modelo de entrada. São 10 polegadas e resolução de 1280 x 800 pixels, o “HD de tablet”, com uma tecnologia LCD IPS simples, mas suficiente. É sim possível ver os pixels de uma distância razoável, mas isso não atrapalha na hora de ler um PDF ou assistir a um filme na Netflix ou no Prime Video.

E, como veremos nos próximos itens, ele parece ter sido desenvolvido exatamente com essas finalidades em mente.

Configuração

Ok, aqui temos um problema. O PTB10RSG vem com o chip MTK6580 da MediaTek, um modelo de 2015 com quatro núcleos rodando a 1.3 GHz (Cortex A7!!), 2 GB de memória RAM e GPU Mali 400. Fazendo um paralelo com o carro deste autor, “o problema não nem é esse. O problema é que não era bom nem quando era novo”. Isso significa que ele é mais lento do que os smartphones mais lentos que existem por aí. E por uma boa margem.

Isso significa que ele é capaz de rodar apenas um app por vez, e jogos médios e pesados estão fora de questão aqui. O PTB10RSG parece ser o tablet perfeito para estudantes e quem busca um modelo para consumo de conteúdo. Aquele tablet grande que comporta um PDF em tamanho original e é capaz de rodar filmes em HD no Prime Video, Netflix e YouTube. Isso de qualquer lugar, já que ele suporta conexão 3G.

Não, não estamos dizendo 4G, e isso se deve à idade do chip. O ano de 2015, ou “muito, mas muito tempo atrás”, ainda contava com modelos básicos que não traziam suporte ao 4G. Um ano em que não existia AMD Ryzen, o Chevrolet Celta ainda era fabricado, o dólar chegou a R$ 2,68 e o iPhone 6s era o iPhone do ano.

A memória interna é de 32 GB e há suporte para mais 32 GB via cartão microSD, o máximo suportado pelo chip. O Android é o 9.0 (Pie) praticamente sem modificações. A verdade é que o ideal aqui seria o Android Go, mais adequado ao poder de fogo bastante restrito (olha a delicadeza) do nosso PTB10RSG.

Câmera

Um quesito onde tablets raramente se destacam, já que o foco de uso é diferente. Aqui não temos uma exceção, e sim uma baita confirmação da regra. Temos uma câmera traseira de 5 megapixels e outra de 2 megapixels na parte frontal. Ambas filmam em HD e trazem uma qualidade bastante limitada, o suficiente para ligar para os pais e eles saberem que é você que, de fato, está conversando com eles.

As fotos são bastante simples mesmo com boas condições de luz, e os vídeos sofrem consideravelmente em ambientes pouco iluminados. Você acabará usando mais a câmera frontal do que a traseira, e esta, curiosamente, faz melhor o seu papel do que aquela. Isso, claro, dentro do esperado para cada uma delas.

Bateria e extras

Um dos benefícios de uma configuração mais simples e da resolução de tela mais modesta é o ganho de autonomia. O PTB10RSG conta com uma bateria de 5000 mAh, o suficiente para um uso misto de 5 a 6 horas contínuas. Ou seja, você pode começar e terminar um filme com tranquilidade, lendo alguns artigos em seguida e até mesmo escutando algumas músicas antes de ter que colocá-lo para carregar.

O carregador incluso na embalagem conta com 10 watts, o esperado para o segmento, sendo conectado ao tablet com um cabo microUSB, ainda bastante presente no segmento básico. Com o padrão 5 volts e 2 amperes, ele provavelmente carregará rapidamente com qualquer carregador que você encontrar por aí.

Temos duas caixas de som na parte traseira que trazem um som até bastante alto com relativamente poucas distorções em volumes médios, mas que ficam abafadas pela posição. Isso não tira o mérito de que se trata de um bom par de caixas de som, e há uma entrada para fones de ouvido, ainda que não venha nenhuma na embalagem, algo muito comum em tablets.

A antena Wi-Fi suporta os padrões B, G e N, sendo de banda única e capaz de lidar com streamings de vídeo em 720p sem problemas. O Bluetooth 4.0 pode oferecer alguns problemas de compatibilidade com alguns modelos de fones TWS (True Wireless Stereo) mais recentes.

Conclusão

O Philco PTB10RSG foi anunciado no mercado brasileiro por R$ 999, um valor maior do que o esperado pelos recursos oferecidos por ele. Promoções são bastante frequentes, o que pode fazer a compra de um modelo como ele mais racional, já que, como vimos, seus casos de uso são bastante limitados.

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Se você busca um modelo exclusivamente para consumo de vídeos, filmes e série, intercalando com a leitura de ebooks e PDFs, ele pode fazer sentido se você encontrá-lo em uma promoção. Mas vale dizer que mesmo que ele fosse anunciado há 2, 3 ou 4 anos, ainda assim seria considerado um modelo básico.

Vantagens

  • Boa construção;
  • Tela básica, mas suficiente;
  • Áudio acima do esperado.

Desvantagens

  • É um modelo bastante básico;
  • Câmeras simples, mesmo para os padrões de um tablet básico;
  • Preço acima do esperado, considerando seus recursos.

Fonte: Canaltech