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Análise: Palmeiras é premiado pela firmeza nas convicções ao vencer segunda Libertadores seguida

·2 min de leitura

O Palmeiras foi premiado em Montevidéu pelo sangue frio ao longo do ano. Resistiu aos dias de tormenta insana e manteve Abel Ferreira no cargo. Pode parecer estranho que um clube tenha algum mérito ao segurar no comando um técnico campeão da Libertadores e da Copa do Brasil. Mas justamente o Flamengo é exemplo de como o óbvio nem sempre é tão óbvio assim. Rogério Ceni caiu no rubro-negro com 59% de aproveitamento e dois títulos nacionais, o Campeonato Brasileiro e a Supercopa do Brasil — o último em cima do próprio Palmeiras.

Entre o fim de julho e meados de outubro, a pressão sobre o técnico português foi enorme. Nas redes sociais, torcedores pediram a demissão de Abel Ferreira. Afinal, foram três vitórias, seis empates e sete derrotas no período. Resultados que eram potencializados pelo estilo de jogo pouco vistoso da equipe, algo que foi assim desde sempre, diga-se de passagem. O aproveitamento de 31%, somado ao jogo considerado pobre, poderiam perfeitamente ter custado o posto do treinador. Seria a normalidade dentro do futebol brasileiro.

Mas Abel Ferreira, diferentemente de Rogério Ceni no Flamengo, minado pelos atritos internos acumulados, nunca perdeu o ambiente no Palmeiras. Manteve a coesão do grupo de trabalho mesmo com a fase negativa e a única coisa que tinha para prometer à diretoria era a promessa de melhora. Os dirigentes compraram a ideia. O resultado foi visto na final da Libertadores.

O Palmeiras foi campeão ao impor sua maneira de pensar o jogo. Teve a assinatura do treinador português. Precisou de três passes para chegar ao gol de Raphael Veiga e depois recuou as linhas para se defender. Conseguiu, um misto de mérito dos jogadores de linha e do altíssimo nível do goleiro Weverton, o melhor em atividade no futebol brasileiro, com sobras.

O estilo de Ferreira, desvergonhadamente conservador, é adequado para o perfil de elenco que o Palmeiras montou, diferente de Atlético-MG e, principalmente, Flamengo: em vez de medalhões, jogadores capazes de resolver a partida em uma jogada individual, o alviverde é um grande coletivo homogêneo, eficiente, no auge físico e mental. Em um contexto desses, a prioridade à consistência defensiva tem se mostrado uma escolha acertada desde o começo do trabalho, em outubro do ano passado.

Foi um título com a assinatura deste Palmeiras, dentro e fora de campo. Entre as atuais três grandes potências do futebol brasileiro (Flamengo e Atlético-MG também entram nesse bolo), o time paulista é quem tem um modelo mais equilibrado, no sentido de gastos. Quando o ataque foi o setor menos produtivo da equipe, em vez de ir ao mercado movido pelo impulso, teve a frieza para esperar os retornos de Deyverson e Dudu, emprestados para Alavés (ESP) e Al-Duhail (QAT), respectivamente. O segundo melhorou o time. O primeiro teve estrela fez o gol do título em cima do Flamengo.

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