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Análise do S&P 500 mostra simetria perfeita por trás do caos

Lu Wang
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Análise do S&P 500 mostra simetria perfeita por trás do caos

(Bloomberg) -- Em um mundo de caos no mercado financeiro causado pelo surto de coronavírus, um número parece ter acrescentado um tom harmonioso ao S&P 500.

É o nível de retração de 50% que analistas técnicos usam para prever pontos de inflexão com base em um princípio matemático de 800 anos. Na descida até sua correção mais rápida em relação a uma máxima histórica, o S&P 500 se estabilizou em 2.870. Isso correspondeu ao ponto médio de todo o rali desde a sangria no fim de 2018.

Da mesma forma, à medida que o indicador referência se recuperava da baixa de sexta-feira passada, o ponto médio da retração de fevereiro, ou 3.125, atuou como linha de resistência. O índice rompeu brevemente esse limite na terça-feira antes de perder força com a onda de vendas. Fechou na ponta desse limite na quarta-feira, mas outra vez não conseguiu mantê-lo: o S&P 500 caiu para 3.022,96 às 13:25 no horário de Nova York.

O ponto de parada preciso em qualquer direção pode ajudar investidores que buscam encontrar clareza em um mercado dominado por fortes oscilações de preços e reversões. O S&P 500 alternou entre altos ganhos e perdas todos os dias desta semana, enquanto investidores avaliavam o risco da rápida propagação do coronavírus para a economia e o Federal Reserve fazia o primeiro corte de emergência dos juros desde a crise financeira de 2008.

“Ninguém sabe realmente o que o coronavírus fará em termos de impacto nos ganhos, mas tecnicamente o mercado está negociando com perfeição” disse Craig Johnson, técnico-chefe de mercado da Piper Sandler, em entrevista por telefone.

De acordo com a análise de Fibonacci, um sistema pioneiro do matemático Leonardo de Pisa, do século XIII, as ações tendem a eliminar 61,8% das perdas depois de reverter uma baixa de 50% ou vice-versa.

A linha de retração de 50% é apenas um dos principais níveis técnicos observados de perto por operadores para avaliar o momentum do mercado. Alguns limites, como a média móvel de 200 dias do S&P 500, atualmente em torno de 3.051, desempenharam um papel fundamental em alguns modelos controlados por computador. Segundo o estrategista do JPMorgan Marko Kolanovic, a queda abaixo desse limite na terça-feira provocou vendas de traders que seguem tendências, como consultores de negociação de commodities.

Em sua descida, Johnson, da Piper, disse que também observará se o S&P 500 será capaz de manter o nível em torno de 2.950. Foi onde o índice atingiu o pico em setembro de 2018 e em maio de 2019.

--Com a colaboração de Rita Nazareth.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórter da matéria original: Lu Wang em New York, lwang8@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Courtney Dentch, cdentch1@bloomberg.net, Richard Richtmyer, Joanna Ossinger

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