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Análise: no melhor jogo da Euro, Alemanha abre as cortinas da nova geração e desnuda as limitações de Portugal

·3 minuto de leitura

Autor do gol do título do Chelsea na Champions League, Kai Havertz não era lá uma super estrela do futebol europeu até aquela decisão, apesar das cifras altíssimas que custou. Na Itália, o lateral Robin Gosens era um mero coadjuvante da surpreendente Atalanta de Giampiero Gasperini. Mas neste sábado, coube aos dois a apresentação das credenciais da nova geração da Alemanha no melhor jogo da Euro, os alemães exploraram as principais falhas de uma "pedreira" como a seleção de Portugal e saíram com uma eletrizante vitória.

Em rota de saída da seleção alemã, Joachim Low sofreu para conseguir renovar sua equipe após a grande Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Enfrentou problemas nos vestiários, queixas de veteranos, vexames no Mundial de 2018 e na Liga das Nações, e teve que abrir mão de convicções ao voltar a chamar Hummels e Muller. Mas enfim parece ter encontrado uma identidade para aproveitar a nova safra que se apresentava. O novo técnico Hans-Dieter Flick receberá uma equipe totalmente diferente daquela de 2014, mais próxima de seu Bayern de Munique.

Na partida contra Portugal, os alemães mostrararam o que têm de melhor: as dinâmicas recomposições de defesa e meio-campo e os ataques coordenados, com muita força pelas pontas, esmagaram os portugueses desde o primeiro minuto, com uma linha de pressão quase no centro do campo. Mas do outro lado havia uma seleção especializada em "saber sofrer", com o maior artilheiro de Eurocopas em, seu ataque. Foi Portugal quem abriu o placar em um raro, mas muito bem executado contra-ataque, que terminou com o 12º de CR7 na história da competição.

Mas a Alemanha, que vinha de derrota para a França e poderia ser virtualmente eliminada ali, não se acovardou. O gol levantou o ímpeto da equipe, que em um espaço de dois minutos empatou e virou. Nas duas oportunidades, explorando a principal deficiência de portuguesa: os espaços deixados nas costas dos laterais Semedo e Danilo. Kimmich iniciou a jogada do primeiro, que acabou finalizada em um gol contra de Ruben Dias para evitar um desvio de Havertz. Pouco depois, Gosens apareceu pela esquerda em jogada que terminou em novo desvio contra, dessa vez de Guerreiro.

Em pane, Portugal não conseguia sair da pressão, muito menos criar. Com uma dupla de volantes pesada e uma defesa em um de seus piores dias, com falhas constantes de posicionamento, precisava de poderio ofensivo para tentar virar o momento do jogo. Mas Fernando Santos não quis abrir mão da dupla Danilo Pereira e William Carvalho, e acionou o meia Renato Sanches no lugar de Bernardo Silva. O resultado não demorou muito.

Em nova blitz alemã, virou goleada, e novamente pelos mesmos pontos problemáticos da virada sofrida no primeiro tempo. Logo aos 5 minutos, Gosens apareceu livre e cruzou para Havertz marcar o terceiro. Dez minutos depois, coroou a grandiosa atuação marcando o seu, de cabeça. Com o jogo praticamente resolvido ainda na metade do segundo tempo, Low segurou seu time e poupou alguns de seus principais jogadores. Portugal chegou a diminuir em jogada de esperança de Cristiano Ronaldo para gol de Jota, mas se mostrou incapaz de incomodar de forma contudente o adversário até o fim da partida.

A bola na trave de Sanches no fim lembra o gol salvador do meia contra a Polônia, pelas quartas da última Euro. Dessa vez sem sucesso, o lance é um retrato de que nem sempre o pragmático Fernando Santos terá o jogo sob controle, permitindo a mesma proposta de jogo de 2016 em uma equipe com muito mais opções de ataque.

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