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Análise | Microfone Blue Yeti Nano, o queridinho dos youtubers e podcasters

Luciana Zaramela

Os dias de gravação de podcasts e vídeos com toda aquela miríade de cabos, placa de áudio, monitores ou fones de ouvidos estão contados — ou melhor, chegaram ao fim. Se você é podcaster, streamer ou gamer, vai adorar ganhar a praticidade de um plug-and-play que dispensa interfaces, pedestais e um emaranhado de fios.

A Blue é uma empresa que carrega sua fama por simplificar a vida de quem usa a voz para divulgar o seu trabalho, com praticidade e rapidez. Com produtos muito bem construídos e de excelente qualidade sonora, a marca aposta em uma vida mais livre — inclusive vendendo seus produtos com um ótimo custo-benefício.

Vamos falar hoje desse pequenino aqui, o Yeti Nano!

Blue Yeti Nano: será ele o melhor em custo-benefício para podcasters e youtubers? (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Design

O Yeti Nano, como você já percebeu pelo nome, é uma versão compacta do irmão maior, o Yeti. Ambos são microfones condensadores de mesa voltados para a galera do streaming, seja de gameplays, de podcasts, de chamadas ou mesmo criadores de conteúdo (vídeos!) no YouTube. Quem já está inserido no ramo há mais tempo, certamente já teve que lidar com mesa de som ou interface USB (as famosas placas de áudio), softwares de edição, cabos XLR e as famigeradas latência e clipagem do som. Tudo isso fica muito mais fácil com um microfone que traz, direto no seu corpo, saídas para conexão com o computador via USB e monitoramento sem lags.

Com um corpo super sólido e visual moderno e retrô ao mesmo tempo, o Yeti Nano já vem com um suporte de mesa e pode ser carregado para lá e para cá com toda a facilidade deste mundo. Inclusive, se você trabalha apenas com um notebook na bolsa e quer sair para gravar seu podcast em outro lugar, o bichinho é uma mão na roda. E vem numa caixinha toda protegida com espuma, então você nem vai precisar se preocupar com estojo — pelo menos por enquanto.

Giro no suporte (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O suporte é bem robusto e resistente, com uma base circular pesada e antiderrapante que mantém o brinquedo firme em praticamente qualquer superfície de trabalho. Ele segura o microfone em dois pontos, pelas laterais, e com isso você consegue girar o aparelho para cima e para baixo, mantendo o suporte no lugar. Isso pode ser legal tanto para guardar o microfone quanto para acessar o botão da parte traseira, sobre o qual falaremos adiante.

No entanto, se você preferir prender o microfone em uma aranha (o famoso shock mount, que evita que esbarrões na mesa se transformem em ruídos de trovão na gravação), só vai: o suporte tem porcas nas laterais que você pode desatarrachar para ter a liberdade de usar o Yeti Nano como quiser, e o microfone vem com rosca na parte inferior se você preferir montá-lo em um braço, estilo boom.

Fora do suporte, o Yeti Nano é assim (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Seja para aparecer no vídeo ou para agregar na composição do seu escritório ou home studio, o Yeti Nano é lindão e tem um visual super bacana, lembrando os antigos microfones de rádio dos anos 1950, ao mesmo tempo que traz linhas e LEDs modernos, direto da era do USB.

Ele vem nas cores preta, dourada, azul e vermelha.

Controles

O Blue Yeti Nano traz dois botões: um na frente e um atrás. O da frente controla essencialmente o volume de saída para monitoramento, ou seja, aquilo que você vai ouvir nos fones de ouvido enquanto ou depois que você grava.

Dois botões, um na frente, outro atrás (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O botão power/volume fica vermelho quando o microfone está ligado, mas não está ativo; torna-se amarelo (ou piscando em várias cores) quando atualizando firmware ou sendo procurado pelo software; e fica verde quando tudo está 100% funcional e pronto para gravar. Ao pressioná-lo, você ativa o modo "mudo" e desativa ao pressioná-lo novamente. No mudo, o LED torna-se vermelho também.

Aplicabilidade

A sacada da Blue com seus microfones de mesa, como já dito, é ser prática. Não importa se você é jornalista, músico, gamer, youtuber, podcaster… quer entrevistar alguém remota ou presencialmente? É uma boa pedida. Quer gravar a trilha de vocais no seu home studio? Só vai. Quer fazer seu gameplay na Twitch? Ótimo, pode começar. E estrear um vídeo novo no canal? Usa o Nano que dá certo. E, claro: vai gravar o podcast da semana? Pluga o microfone e manda ver.

O bacana desse mic é que ele tem dois tipos de padrão de polaridade que podem ser ativados de acordo com cada uso, por exemplo: você é gamer e vai transmitir ao vivo seu gameplay amanhã. Ative o modo cardioide, posicione-se na frente do microfone e pronto! Agora, se você é podcaster e convidou um colega para participar do seu episódio, mas não tem dois microfones… sem problemas, é só ativar o modo omnidirecional do Yeti Blue e posicionar o microfone entre vocês.

Para usar o microfone corretamente, você terá de girá-lo no suporte até o logo da Blue ficar virado para você. Acerte o ângulo de fala na frente, e não no topo da cápsula (Imagem: Blue)

Ainda dentro do próprio sistema, o Yeti Nano não conta com processamento de sinal digital (DSP), o que faz dele um modelo prático por a) dispensar conexão XLR profissional; b) gerar uma gravação diretamente mais pura e próxima do sinal de entrada. Ou seja, com isso você tem um resultado muito claro e cristalino do que você está gravando e, se precisar, pode aplicar compressão e até equalizar o áudio no pós-processamento — caso domine técnicas mais avançadas e queira fazer isso.

Antes de começar

Só para reiterarmos, o que você precisa saber antes de cogitar um modelo desses para seu home studio ou gravações itinerantes é: o Yeti Nano é uma versão compacta do Yeti, com o propósito de atender a streamers, podcasters e até músicos que precisam de praticidade/mobilidade para gravar ou transmitir conteúdo de áudio monaural.

Ele é um microfone condensador com dois modos de captação: cardioide (para uma pessoa, gravando logo à frente do microfone, como youtubers e podcasters) e omnidirecional (360º: para duas ou mais pessoas, gravando ao redor da campânula, em uma mesa redonda ou conferência), com suporte a amostragens de até 24 bits e 48 kHz e resposta de frequência padrão (20 Hz a 20 kHz). Não gera latência, porque o output de monitoramento sai direto do aparelho, dispensando placas e mesas externas — é só plugar no PC ou Mac, abrir um software de gravação/captação e começar a falar.

Entrada P2 para fones de ouvido com monitoramento em tempo real, rosca de montagem e entrada micro USB (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O microfone possui todos os controles que você precisa no próprio corpo, como volume de monitoramento (cabeado para fones de ouvido), função mudo e duas cápsulas de captação (ambas condensadoras).

Para captar e gravar o áudio, você pode eleger qualquer software de sua preferência — como GarageBand, Logic Pro X e Studio One Artist, Audacity, Adobe Audition, Sherpa (da própria Blue) etc. Como usuária de Mac, escolhi o GarageBand pela praticidade.

Para montar o Yeti Nano

O passo a passo é bem simples:

  • Posicione o microfone na mesa;
  • Plugue o cabo USB no microfone e no computador;
  • Configure nas preferências/conigurações de áudio do seu sistema operacional;
  • Abra o software de sua preferência e comece a gravar.

Primeiro teste: podcast

No Garageband, gravar usando o Blue Yeti Nano foi facílimo e o resultado é uma beleza. A qualidade do áudio é excelente para um microfone desse tamanho. Apesar de ele contar com volume de monitoramento para os fones de ouvido, não há controle de ganho, e isso deve ser feito direto na DAW, no Sherpa ou no software de gravação.

Da primeira vez que pluguei o microfone no macOS Catalina, não precisei configurar nada: apenas acessei as configurações de áudio na Menu Bar e selecionei o Yeti Nano. No GarageBand, no entanto, fui até as Preferências e em Audio/Mini escolhi o microfone da Blue.

Sim, é só isso

Comecei com o padrão omnidirecional para testar a sensibilidade da captação de som ambiente, sons sibilantes e ruídos indesejados. O resultado é próximo de um microfone condensador profissional XLR, como o Samson C01 que uso há anos. Não precisei ajustar o ganho de entrada, muito embora seja possível fazer isso: basta só usar o aplicativo.

3... 2... 1... gravando! (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

É uma alegria imensa poder contar com um ótimo padrão de qualidade e taxa de amostragem alta num microfone compacto, mas isso vai fazer muito mais diferença para os músicos do que para os streamers (para comparar: o Yeti original conta com 16 bits de amostragem, e o Nano com 24 bits).

Captando no padrão cardioide (com a cápsula ativa à frente, onde está o logo da Blue), o resultado também foi cristalino e, para a imensa maioria das aplicabilidades, não necessitaria de ajustes. A voz sai muito limpa, com todas as frequências muito bem respeitadas, dos tons mais graves e guturais das vozes masculinas aos mais agudos das vozes infantis. Felizmente, não capta sua voz com um boost em graves e os médios e agudos dão conta do recado em presença e brilho. É um microfone bem voltado à fala, de qualquer maneira.

Testei uma narração com e sem um pop filter e posso afirmar que, inicialmente, o microfone vai dar conta de lidar bem com vocalizações das consoantes P, B, F, S, T e C, já que sua sensibilidade como condensador não é exagerada como a de microfones profissionais (que, muitas vezes, exigem um pad switch para cortar uns 10 dB ou 15 dB). Mas, se você puder gastar um dinheirinho a mais para refinar a qualidade da sua narrativa para seus ouvintes, recomendo comprar uma espuma (melhor mobilidade) ou um pop filter (melhor resultado no estúdio ou escritório), como esses aqui abaixo:

Espuma e pop filter são super indicados para o Yeti Nano, mas você terá de comprar à parte (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Cuide para que o som ambiente não interfira na sua gravação. Microfones condensadores são bastante sensíveis a ruídos externos e o menor pio de passarinho na rua pode aparecer na gravação — principalmente se você estiver no modo omnidirecional. Então, escolha ambientes silenciosos, de preferência fechados, para gravar.

Segundo teste: mesa redonda/conferência

Resolvi colocar o Yeti Nano sobre a mesa e captar uma conversa entre três pessoas no modo omnidirecional. O ideal para esse tipo de captação é posicionar cada interlocutor a uma distância semelhante do microfone e ao redor dele, apesar de funcionar legal se duas pessoas estiverem uma ao lado da outra também.

A conversa foi gravada com clareza e, nesse caso, usei um filtro de espuma para proteger o diafragma de qualquer interferência do ar ou das nossas próprias vozes em torno da cápsula e reduzir os tais "puffs".

O resultado foi tão bacana quanto no modo solo, e a qualidade do áudio é ideal para narração, canto e até captação de instrumentos musicais em estúdio.

GarageBand + Yeti Nano: uma trilha, várias vozes (Screenshot: Luciana Zaramela/Canaltech)

Terceiro teste: violão e piano

Se você está considerando comprar um Yeti Nano para além da sua voz e também quer captar instrumentos musicais para gravar suas ideias ou compor suas trilhas sem montar aquela parafernália de equipamentos, saiba que sim, pode rolar, desde que você calibre tudo direitinho: da altura da captação em relação ao instrumento ao ganho que vai transformar o sinal em áudio no seu software. Como isso dispensa placa de áudio ou mesa de som e cabos XLR para captura, você tem uma qualidade final até bacana, mas não tão sensível quanto a de microfones profissionais.

No violão, gravei uma trilha inteira usando o Yeti Nano e o resultado foi muito bom, cristalino e até "passável" em uma gravação de home studio. Para o piano, o melhor é não usar microfones condensadores, já que você perde ênfase e ambiência entre notas mais graves e mais agudas (que precisam de no mínimo dois canais para soarem stereo).

Sem entrar no mérito de captação musical aqui, o Yeti Nano quebra um galhão se você precisa mesmo é gravar uma ideia ou uma trilha mono de violão, uma turma cantando e tocando um som acústico ou qualquer outro instrumento cuja fonte sonora seja uma só — no caso do violão, sua caixa acústica. Para vocais, violão, instrumentos de sopro e percussões simples funcionou muito bem.

Se a ideia é captar instrumentos musicais, também dá muito certo (Luciana Zaramela/Canaltech)

Quarto teste: gravação de chamada no celular

Imagine-se no seguinte cenário: você precisa gravar ligação telefônica ou uma conferência com alguém que esteja participando via Skype, por exemplo. Esteja você sozinho ou com mais pessoas na sala, se posicionar seu smartphone mais perto do microfone do que as pessoas presentes, vai conseguir transmitir uma chamada ao vivo ou gravar esse momento no seu podcast.

Na minha simulação, fiz uma ligação e coloquei o celular no viva-voz logo abaixo do microfone, no modo omnidirecional, e me posicionei a uma distância de meio metro do diafragma. Não precisei editar ganho e nem volume de nada: o Yeti Nano captou tanto a minha voz quanto a do interlocutor na chamada com bastante clareza — o suficiente para você apresentar em um podcast, streaming ou até mesmo em uma gravação para usar como efeito sonoro ou colocar em uma música depois.

Com boa sensibilidade, captar chamadas telefônicas no viva voz dá super certo com o Yeti Nano (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Games

Quem quiser transmitir uma gameplay ao vivo na Twitch ou usando aplicativos dedicados, como o Streamlabs ou Xsplit, vai conseguir uma excelente qualidade e resposta sem lags. O legal é que, só com o microfone, você transmite sua jogatina em tempo real, usando um fone de ouvido para monitorar enquanto você narra, conversa e/ou faz o streaming para a galera.

Convidei o editor de games e entretenimento aqui do Canaltech, Sergio Oliveira — vulgo Jones —, para me ajudar nessa missão de testar o Yeti Nano em pleno gameplay. Ele fez os testes usando o software de gravação da Nvida, o Game Experience, e gravou uma gameplay de Fortnite em modo coop. Então, numa tacada, dois testes foram feitos: o de qualidade do áudio em si e o da sensibilidade para que os outros jogadores da partida escutassem bem o que Jones estava falando durante a jogatina.

Os testes foram feitos com o microfone a uma distância média de 30 cm da boca, sobre a mesa, com um headset plugado direto no microfone para dar retorno, no modo cardioide e sem nenhuma alteração nos presets originais, nem pop filter. A gameplay foi feita em uma sala com PC desktop, com áudio a 24 bits e 48 kHz:

Configurações no Windows (Captura: Sergio Oliveira/Canaltech)

É um microfone equilibrado, que não suprime os graves da sua voz mas não estoura em frequências "esganiçadas", e mesmo com o posicionamento relativamente distante, a 30 cm, os principais pontos positivos levantados pelo gamer foram:

  • Qualidade cristalina de voz
  • Mais sensibilidade de captação que modelos concorrentes, como o Quadcast, da HyperX
  • Muito balanceado e sem saturação no preset de fábrica
  • Capta sussurros, ruídos das teclas e dos cliques no mouse — algo que muitos gamers adoram que apareça nas suas transmissões
  • Não necessita de ajustes finos
  • Plug-and-play

Eis as configurações usadas no GeForce Experience:

Configurações de áudio para captar a jogatina (Screenshot: Sergio Oliveira/Canaltech)

A partir daí, se o jogador quiser fazer ajustes de captura e aumentar o ganho de entrada, por exemplo, é só usar o aplicativo da Blue, o Sherpa (sobre o qual você vai ler logo mais) e determinar o nível desejado. Na gameplay, portanto, o balanço foi positivo — até mesmo em comparação com um modelo mais caro, o Quadcast. Um teste rápido foi feito com os dois microfones e o Yeti Nano conseguiu captar mais, mesmo posicionado mais distante, que o modelo da HyperX, que parecia limitar mais as frequências e usar um tanto de compressão na voz.

N.A.: Valeu pelo coop, Jones!

Latência e clipagem

Por ter tudo prático e dentro do próprio corpo, Yeti Nano simplesmente não dá latência. Como você não vai precisar gastar dinheiro (e nem cabos) com placa de áudio ou mesa, não precisa se preocupar com alimentação (phantom power), limitadores (clipagem), estouros, saturações ou o famigerado lag de uma gravação ao vivo que softwares e interfaces de áudio costumam gerar.

Basta plugar seu fone de ouvido na saída P2 do Yeti Nano e se monitorar em tempo real. Você ainda pode ouvir tudo o que gravou usando o fone plugado no microfone, para editar o áudio todo da trilha depois da captação de um podcast, por exemplo. Você consegue controlar o volume de saída pelo potenciômetro infinito do Yeti Nano e nunca vai morrer de susto com volumes muito altos quando plugar um fone no aparelho.

Trocando em miúdos: o Yeti Nano simplesmente não tem latência (lag), não estoura (não clipa) e não distorce fácil (a menos que você jogue o ganho muito para cima). Qualquer pessoa que queira gravar pode usar e conseguir resultados bem legais com ele sem conhecimentos técnicos avançados.

Sherpa - o app da Blue

A Blue disponibiliza um aplicativo bem direto ao ponto para quem quer usar os microfones da marca e configurá-los em termos de ganho e playback. Esse app é o Sherpa, disponível na página oficial da marca para Windows e Mac, e gratuito.

Basicão, mas dá controle de ganho (Screenshot: Luciana Zaramela/Canaltech)

Eu baixei o Sherpa após testar o microfone no GarageBand, só para deixar o review mais completo. O aplicativo é bem simples e basicamente te deixa "setar" pelo computador os níveis de ganho e monitoramento direto (nos fones de ouvido), além de alternar entre os padrões omnidirecional e cardioide. Também é possível selecionar o formato (qualidade/amostragem), emudecer o playback e fazer updates de firmware.

O que vem na caixa

  • Blue Yeti Nano
  • Cabo micro USB
  • Suporte de mesa
  • Manuais

Preço e onde comprar

E aí, gostou do Yeti Nano e está considerando comprar um? O brinquedinho é lançamento aqui no Brasil e sai por R$ 700 tanto no site oficial da Logitech (revendedor da Blue aqui no Brasil) quanto no KaBuM!. As duas lojas dão desconto de 5% à vista no boleto, ou dividem em até 12x sem juros no cartão.

Note que algumas cores podem não estar disponíveis. No momento de escrita deste review, encontramos apenas os modelos cinza e azul nas lojas. A Blue dá dois anos de garantia sobre o Yeti Nano.

Specs

Captação

  • Potência necessária / Consumo: 5V 150mA
  • Taxa de amostragem: 48kHz
  • Taxa de bits : 24 bits
  • Cápsulas: 2 cápsulas de condensador de 14mm, patenteadas pela Blue
  • Padrões polares: cardióide, omnidirecional
  • Resposta de Freqüência: 20Hz - 20kHz
  • Sensibilidade: 4.5mV / Pa (1 kHz)
  • SPL máximo: 120dB (THD: 0,5% 1kHz)

Playback

  • Amplificador de fone de ouvido
  • Impedância: > 16 ohms
  • Potência de saída (RMS): 130mW
  • THD: 0,009%
  • Resposta de Freqüência: 15Hz - 22kHz
  • Sinal para Ruído: 100dB

Veredicto

Acho que vai ser difícil encontrar um defeito tão grande que faça algum podcaster ou streamer desistir do Yeti Nano. Para ilustrar isso da melhor forma, vamos a uma lista de prós e contras:


Prós

  • Tudo-em-um: dá para gravar e monitorar seu áudio sem usar equipamentos externos;
  • Mobilidade: ele é pequenino e robusto. Você pode plugar no seu notebook e ser feliz, o que é ideal para quem viaja muito e quer gravar um podcast num quarto de hotel, por exemplo;
  • Padrões cardioide e omnidirecional: sem muita firula, o Yeti Nano é ideal para quem quer qualidade sem se perder em várias configurações. Vai gravar sozinho? Use o modo cardioide; vai gravar com a galera? Use o modo omnidirecional;
  • Bonitão: se você quer transmitir conteúdo em áudio e vídeo, o Yeti Nano vai somar na composição de seu set de filmagem, porque ele tem um visual muito bacana
  • Excelente qualidade (48 kHz/24-bit);
  • Boa relação custo-benefício.

Contras

  • Não há um volume de ganho, ou seja: você não controla, pelo microfone, o volume do áudio captado. Mas isso pode ser feito via software;
  • Entrada micro USB: o brinquedo poderia ser mais moderno, mas a Blue ainda usa entrada micro USB em vez do padrão USB-C. Bola fora, mas… funcionar é o que importa;
  • Não tem um preço que possa ser chamado de acessível.
Mobilidade? Temos! (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O microfone funciona com a maioria dos sistemas operacionais da atualidade, sendo compatível com Windows 7, 8.1 e 10, macOS 10.10 ou superior e requer USB 1.1, 2.0 ou 3.0 para operar. Ainda não testei no Linux, mas pretendo — e assim que o fizer, atualizo este review.

No final do frigir dos ovos, não pense que você levará para casa um microfone rico em graves, que faz sua voz parecer mais profunda. O modelo da ênfase em frequências médias e agudas para que a narração saia clara, limpa e livre de distorções, sem, claro, ignorar as frequências mais baixas. Para a grande maioria dos casos, dispensa equalização e compressão — a menos que você queira editar o áudio após gravar, dando mais ou menos ganho, aplicando compressão ou mesmo equalizando a seu modo.

Recomendo fortemente o uso de pop filter ou espuma para neutralizar ruídos como puffs e sons sibilantes, que podem sobressair na fala. Aliás, se o suporte de mesa for curto demais para você, é possível adquirir suportes maiores, pedestais e braços articulados para o Yeti Nano em lojas especializadas (geralmente de instrumentos musicais e e-commerces).

Em relação às polaridades, poucas são as diferenças no áudio final quanto ao brilho, presença e clareza. Tanto no omnidirecional quanto no cardioide, você conseguirá resultados similares, desde que grave a distâncias adequadas e em ambiente silencioso.

Em gameplay, o microfone surpreendeu e saiu-se melhor que modelos de marcas tradicionais voltadas para gamers, inclusive. É uma ótima pedida caso você pretenda gravar suas partidas ou jogar em coop com a galera enquanto estiver online, principalmente por causa da sensibilidade do modelo e da clareza de captação de voz.

Agora, vamos combinar que gastar 700 reais em um microfone não é algo fácil para todos. No entanto, para você que precisa de um equipamento de qualidade muito legal para trabalhar e gravar um som limpo, a praticidade do modelo, aliada à sua captação em dois padrões (sem muita firula), faz do Yeti Nano um sério candidato a ser chamado de seu. Como ele, existem mais opções no mercado, a exemplo do Razer Seiren e do Audio Technica AT2020. Se esse valor está salgado demais, você pode apostar mais baixo e tentar o Blue Snowball Ice, que é mais simples, porém custa a metade do preço. Mas, pelo que existe hoje em dia no mercado, o Blue Yeti Nano é uma das melhores — senão a melhor — opção para youtubers e podcasters nessa faixa de preço.

Fonte: Canaltech

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