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Análise: Maradona, badaladas e Messi, o divino na estreia da Argentina na Copa América

·2 minuto de leitura

Eram 18h e a partida entre Argentina e Chile estava prestes a começar. Minutos antes, um vídeo fora exibido no Nilton Santos, homenagem que a Conmebol preparou para Diego Maradona, "El Diós", como os argentinos o chamam, falecido em novembro passado.

Como manda o protocolo, prestava-se um minuto de silêncio em respeito às vítimas da Covid-19, quando a luto foi rompido pelas badaladas do sino da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, separada do estádio pela estação de trem de Engenho de Dentro.

Deus mandaria mais uma mensagem aos 32 minutos do primeiro tempo, na cobrança de falta perfeita de Messi, seu primeiro gol nesta Copa América, uma de suas últimas oportunidades de conquistar um título por sua seleção.

Mas não seria justo com os chilenos que todas as manifestações divinas ocorressem apenas para o lado argentino. Quando Martínez acerta o lado da cobrança de pênalti de Vidal, consegue a defesa parcial e a bola bate no travessão antes de Vargas pegar o rebote, foi o sobrenatural operando a favor do país andino. O empate em 1 a 1 prevaleceu até o fim.

Justiça dos céus ou não, cai sobre o camisa 10 da Argentina um peso enorme. Foi-se o tempo em que ele conseguia decidir sozinho. Com exceção da bola parada, ainda afiada, Messi não tem mais o arranque da antes, a capacidade de driblar em velocidade, deixando os adversários para trás. Seus marcadores conseguem ser cada vez mais bem sucedidos, ainda mais no fim de uma temporada desgastante. Ficou evidente contra o Chile. É o tempo falando.

Mas, com a bola nos pés, ele pode fazer a diferença de outra forma além da cobrança de falta, mais coletiva. No jogo no Nilton Santos, não contou com a ajuda dos companheiros de ataque. No segundo tempo, deixou González duas vezes em boas condições para marcar. O jogador do Stuttgart não aproveitou e deixou o campo.

Di María entrou e diminuiu substancialmente a dependência da Argentina em relação a Messi, mas com uma questão: foi escalado na faixa do campo que gosta de Messi gosta de ocupar, com o camisa 10 passando a jogar mais centralizado, atrás do centroavante. Apenas isso pode explicar o camisa 11 na reserva. É válida a tentativa de Lionel Scaloni de renovar sua seleção. Mas isso não deve acontecer negando os fatos.

A próxima partida dos argentinos será contra o Uruguai e a tarefa de Scaloni é evidente, ecoa como os sinos da paróquia às 18h. É preciso diminuir a cruz sobre os ombros de Messi. Seja aprimorando o jogo coletivo, seja aumentando a qualidade técnica daqueles que estão ao seu redor.

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