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Análise: Flamengo contrói vantagem, mas dificuldade em ser eficiente quando não é reativo impede definição de vaga

·3 minuto de leitura

Pelas últimas performances do Flamengo, o torcedor já estava acostumado a ver os confrontos de mata-mata serem definidos ainda no primeiro jogo. Desta vez, não foi o que ocorreu. O time, que até teve a oportunidade de golear o Barcelona(EQU), terminou o confronto com uma vitória por 2 a 0. Não que seja um resultado ruim. Longe disso. Mas o martelo de quem será o finalista da Libertadores só será batido na próxima quarta, em Guayaquil.

Como o gol fora de casa é critério de desempate, outro trunfo para os rubro-negros é não terem sido vazados no Maracanã. Se marcarem no Equador, os rubro-negros ainda obrigarão os rivais a terem que vencer por três gols de diferença. É uma vantagem e tanto.

— Fizemos um resultado muito bom sabendo que jogar em Guayaquil é difícil. Mas a gente não vai para lá pensando nos dois gols que fez. Claro que não podemos esquecer o resultado feito aqui. Mas vamos lá para fazer o nosso melhor — afirmou Bruno Henrique, autor dos dois gols da noite.

A sensação de que a vitória poderia ter sido ainda mais ampla é pela forma como o jogo se desenhou. Enquanto a proposta do Barcelona permitiu, o time de Renato Gaúcho soube encaixar seus contra-ataques e construiu a vantagem no placar. A partir do momento em que o rival — com uma a menos e mais preocupado em se defender — se recolheu, os rubro-negros não conseguiram mais ser tão eficientes. Sintoma de um Flamengo que aprendeu a jogar muito bem de forma reativa, mas que tem dificuldades quando a partida exige dele mais protagonismo.

De pontos positivos, importante destacar a estreia de David Luiz. Logo em sua primeira partida, o zagueiro formou uma boa dupla com Rodrigo Caio. Destacou-se não só na marcação, como participando da saída em alguns momentos.

No meio, Andreas Pereira também fez uma boa partida. Com Arão formando a saída em três ao lado dos zagueiros, o belga naturalizado brasileiro deu qualidade como o homem que inicia a construção das jogadas. Além disso, mostrou alta capacidade de finalização, principalmente nos chutes de fora da área.

Mas o grande trunfo do Flamengo na partida foi mesmo a dupla Gabigol e Bruno Henrique. O primeiro, mostrou mais uma vez que suas valências vão muito além da finalização. Participou das jogadas dos dois gols. No primeiro, aos 21 do primeiro tempo, cruzou a bola na cabeça de Bruno Henrique. No segundo, aos 39, puxou o contra-ataque e deu ótimo passe para Vitinho, que cruzou para o camisa 37 concluir.

Antes do time se ajeitar, contudo, houve muito sufoco. Com Arão e Andreas ainda sem se entender, o Barcelona não só dificultou a saída rubro-negra como achou os espaços para levar muito perigo. Só não abriu o placar porque Diego Alves fez uma de suas melhores noites com a camisa do Flamengo. Foram três defesas difíceis nos dez minutos inciais.

Quando Renato ajustou a equipe e o primeiro gol saiu, os caminhos se abriram. A ponto de o Flamengo ir para o intervalo não só vencendo por 2 a 0 como com um homem a mais. Molina foi expulso após receber o segundo amarelo no último minuto do primeiro tempo.

O novo cenário obrigou o Barcelona a mudar de estratégia no segundo tempo. Recolheu suas linhas de marcação e passou a se preocupar mais em não levar outros gols do que em pressionar o Flamengo. Os donos da casa se viram obrigados a ter mais volume de jogo e rodar a bola.

Só que claramente o time não rende tanto assim. Renato treinou o Flamengo para ser rápido e vertical. No tempo em que precisou ter mais paciência e valorizar a posse, as chances até foram criadas. Mas o nível de eficiência foi outro. E a equipe não conseguiu balançar as redes do rival.

Apesar disso, foi um jogo simbólico para Renato Gaúcho. Ele chegou a sua 49ª vitória na Libertadores e se igualou ao colombiano Gabriel Uribe como o técnico que mais vezes venceu partidas na competição. Semana que vem, pode se isolar.

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