Mercado fechará em 1 h 55 min
  • BOVESPA

    109.450,37
    +1.436,90 (+1,33%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.721,75
    -101,48 (-0,19%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,65
    +0,69 (+0,79%)
     
  • OURO

    1.842,00
    -1,20 (-0,07%)
     
  • BTC-USD

    43.296,95
    +1.142,00 (+2,71%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.028,89
    +33,63 (+3,38%)
     
  • S&P500

    4.588,19
    +55,43 (+1,22%)
     
  • DOW JONES

    35.410,79
    +382,14 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.585,01
    -4,65 (-0,06%)
     
  • HANG SENG

    24.952,35
    +824,50 (+3,42%)
     
  • NIKKEI

    27.772,93
    +305,70 (+1,11%)
     
  • NASDAQ

    15.281,00
    +247,50 (+1,65%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1310
    -0,0364 (-0,59%)
     

Análise: Erro de Andreas pune reação do Flamengo, mas não tira méritos do Palmeiras na final da Libertadores

·5 min de leitura

Normalmente, uma das perguntas mais feitas antes de uma final é sobre quem será o herói do título. Na conquista do tricampeonato da Libertadores pelo Palmeiras, candidatos não faltaram. A começar, claro, por Deyverson. O carioca de 30 anos saiu do banco na prorrogação para marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo e ser eleito o melhor do jogo. Com defesas importantes, Weverton também pode ser considerado um dos protagonistas do confronto. Mas o fato é que será difícil lembrar da partida em Montevidéu e não associá-la a Andreas Pereira.

Com o erro que entregou a bola nos pés de Deyverson no lance do gol, o meio-campista do Flamengo foi responsável por mudar os rumos da partida. Num jogo em que começou muito mal e cresceu no segundo tempo, a equipe rubro-negra foi pega desprevenida com a falha.

— Acredito que daqui para fora não tem que ter culpado. Foi um ano difícil para todo mundo. É parabenizar o Palmeiras. E a gente vai se levantar. Ano que vem tem mais — lamentou o goleiro Diego Alves.

Isso não significa que o título caiu no colo do time paulista de graça. Foi uma equipe que entrou com uma estratégia bem definida. Mérito do técnico Abel Ferreira, que chega à sua segunda conquista seguida de Libertadores. Depois de um primeiro tempo em que teve tudo sob controle, viu o time ser dominado na etapa final. Mas soube responder da maneira correta na prorrogação e forçar a situação do gol de Deyverson.

— É um grupo que está de parabéns pela forma como jogou, contra um adversário muito forte. (Antes da partida) Eles foram eleitos campeões, como todo mundo estava falando. Deu Palmeiras de novo na final. Uma instituição muito grande. As pessoas que falam muitas coisas antes do jogo precisam respeitar o Palmeiras um pouquinho — desabafou o autor do gol.

Entre os torcedores, a supremacia foi do Flamengo. A parte da arquibancada destinada a torcida do time carioca ficou mais cheia do que a dos palmeirenses. Mas esta predominância não se refletiu dentro de campo. Com apenas 5 minutos, o Palmeiras abriu o placar, com Raphael Veiga. Um gol com a cara de Abel Ferreira. Foram apenas três toques na bola: pela esquerda, Gustavo Gómez lançou para Mayke avançar pelas costas de Bruno Henrique e cruzar para o meia concluir.

O gol deu ao confronto o cenário mais confortável possível para o técnico português. Ele recuou as linhas de marcação e deixou a bola com o rival. Nos primeiros 45 minutos, o Flamengo teve 65% de posse contra apenas 35% dos paulistas. Mas, jogando num 5-4-1 sem a bola, o Palmeiras soube anular bem as investidas dos rubro-negros, que não conseguiram mostrar organização na frente.

À bagunça tática do time de Renato Gaúcho, some a questão física. Filipe Luís deu adeus à partida com apenas 31 minutos de jogo. Bruno Henrique, que nos últimos dias preocupou por conta de uma tendinite no joelho esquerdo, evitou finalizar. Arrascaeta, também recém-recuperado de lesão, fez o primeiro tempo num ritmo claramente abaixo do necessário. Para completar, Everton Ribeiro não apareceu na partida.

Apesar da maior posse, o Flamengo foi para o intervalo com apenas uma finalização correta (contra três do Palmeiras): um levantamento de Gabigol para Bruno Henrique, que escorou com a cabeça para Arrascaeta concluir em cima de Weverton. Foi também o único momento em que o lado rubro-negro da arquibancada fez algum barulho.

Na volta do intervalo, Abel cometeu seu maior pecado na partida: recuou ainda mais a marcação. A movimentação atraiu os rubro-negros, que mudaram de esquema e ganharam mais organização e presença na frente. Diante da ineficiência ofensiva da primeira etapa, Renato Gaúcho trocou o tradicional 4-2-3-1 por um 4-4-2. Bruno Henrique passou a atuar ao lado de Gabigol na frente e Arrascaeta foi deslocado para a esquerda.

O novo desenho foi amplamente favorável ao Flamengo, que manteve o controle da bola e passou a ser mais perigoso na frente. Aos 14, Bruno Henrique ganhou de Gustavo Gómez pelo alto e fez a bola passar rente à trave.

A torcida, ainda tímida, acordou. E passou a invocar 2019, na esperança de que o roteiro da final contra o River Plate pudesse se repetir. Pareciam estar prevendo. Aos 26, Gabigol tabelou com Arrascaeta e acertou o canto direito de Weverton. Mal até então, ele apareceu na hora certa. Assim como na decisão de dois anos atrás, em Lima.

O cenário da partida se inverteu totalmente. O time cansado passou a ser o Palmeiras, que não conseguiu mais ficar com a bola no pé por muito tempo — mesmo que esta não fosse mais parte da estratégia. O Flamengo, por sua vez, subiu muito de produção. Encontrou os espaços que não achava no primeiro tempo, mas não conseguiu a virada até o apito final. Se soubesse que acabaria pagando caro por isso certamente teria feito ainda mais esforço para fazer o segundo gol enquanto o adversário estava rendido.

Aos 4 da prorrogação, o lance capital. Andreas Pereira errou o tempo da bola ao receber um recuo de David Luiz e foi desarmado por Deyverson. Cara a cara com Diego Alves, ele só precisou ter um mínimo de tranquilidade para chutar a gol.

O erro não desestabilizou emocionalmente apenas o belga. Todo o time do Flamengo sentiu. O bom rendimento do segundo tempo se perdeu com excessos de passes errados e escolhas equivocadas. Por mais que ainda houvesse mais 26 minutos pela frente, o desfecho já estava decretado. O tricampeonato da Libertadores era do Palmeiras.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos