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Análise: Conmebol cresceu o olho nos preços dos ingressos e verá um Centenário longe da lotação

·2 min de leitura

Em 2018, a Conmebol anunciou que a final da Libertadores passaria ser jogo único, numa sede escolhida com antecedência, nos moldes da Champions. A ideia era transformar a decisão continental num grande evento midiático, de público e comercial. Três anos depois, pode-se dizer que a edição de 2021 não deu certo no quesito torcida. A notícia de que a Tribuna Amsterdam, destinada aos palmeirenses, terá apenas metade da ocupação segue o fiasco da final da Sul-Americana, entre Athletico e Bragantino. No sábado passado, as imagens da TV mostravam o Centenário, liberado para quase 60 mil pessoas, apenas 10% ocupado. E a conta cai no colo da entidade.

Para este sábado, ao menos a Tribuna Colombes deverá estar tomada, já que os rubro-negros esgotaram as 13 mil entradas à venda. O restante dos ingressos ficaram para convidados e o público local, que também não se animou para estar presente no grande evento de Montevidéu e teve sua rotina alterada pelas mudanças provocadas pelo jogo na cidade.

O principal motivo do público abaixo do esperado é bem claro: o valor dos ingressos. O mais barato foi colocado à venda por US$ 200 (mais de R$1.100). O mais caro saiu por US$650, mais de R$ 3.600, nos setores mais nobres nas laterais do campo. Os uruguaios teriam de desembolsar US$ 300 (mais R$1.300), o que tornou a atração algo para turistas ou quem tem maior poder aquisitivo, afastando o público normal do estádio. Na final de 2019, a primeira em jogo único, no Peru, assistir Flamengo x River Plate custou a metade do preço e viu o Estádio de Lima lotado.

Sem um setor mais popular, a grande final ficou restrita a convidados da Conmebol e patrocinadores e aos turistas brasileiros mais abastados. Aí, surgiu outro entrave que a organização não soube resolver. A alta demanda por voos fizeram os preços dispararem com poucas ofertas - as linhas aéreas ainda estão retomando as atividades por causa da pandemia. Somado a isso, Montevidéu possui uma rede hoteleira com poucas vagas - cerca de 10 mil - e os quartos logo se esgotaram.

Quem arriscou e reservou voo e hotel meses antes - alguns ainda nas quartas de final -, conseguiu encontrar preços mais em conta. Para aqueles que esperaram a confirmação na final, tornou-se quase impossível conseguir um lugar na cidade e arredores e uma forma de chegar ao Uruguai sem gastar uma fortuna.

Após o prejuízo da final de 2020 - que só aconteceu no início do ano - com portões fechados no Maracanã, entre Palmeiras e Santos, por causa da pandemia, a Conmebol não soube avaliar os impactos econômicos e a logística necessária para um evento do porte que espera ter.

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