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Análise: Atuação do Fluminense contra o Junior é mais preocupante do que situação na tabela da Libertadores

·2 minuto de leitura

Não deveria ser assim. Mas, na atual temporada, o torcedor do Fluminense se acostumou a ver o time começar mal suas partidas e se recuperar depois. Justamente no jogo que poderia definir a classificação para as oitavas da Libertadores, a reação não veio. Desorganizados do início ao fim, os tricolores sofreram sua primeira derrota no torneio (2 a 1 para o Junior) e desperdiçaram a oportunidade de ter vida um pouco mais tranquila nos próximos dias.

Agora, o Fluminense terá que encarar duas decisões em três dias. No sábado, faz a final do Carioca contra o Flamengo, no Maracanã. Em seguida, viaja para Buenos Aires, onde enfrenta o River Plate na terça-feira ainda com a necessidade de confirmar a vaga. Tivesse ao menos empatado ontem, o duelo contra os argentinos, pela última rodada, valeria apenas para definir a posição final no Grupo D da Libertadores.

Isso não significa que o Fluminense tenha saído de uma situação tranquila para outra preocupante. Na verdade, tudo vai depender do River Plate, que hoje enfrenta o Santa Fe em meio a um surto de Covid no elenco que o obrigará a entrar em campo com um jogador de linha no gol.

Apesar da derrota, os tricolores seguem líderes de sua chave, com oito pontos. O River está logo abaixo, em segundo, com seis. Com a vitória, o Junior também chegou aos seis e reagiu na briga pela vaga.

Se a situação na tabela ainda é administrável, a atuação do time na noite desta terça é motivo de preocupação. O Fluminense não jogou bem tanto com quanto sem a bola. Sem criação, o time de Roger Machado não soube furar as linhas de marcação. Cazares estava apagado, e a única opção foi apostar na velocidade de Luiz Henrique e de Kayky. Mas a falta de experiência dos dois os fez desperdiçar as poucas boas chances que a equipe conseguiu criar.

O Junior, por sua vez, teve vida mais fácil. Isso porque, sem a bola, o Fluminense pecou por não fazer uma marcação individual mais próxima e por deixar um espaço enorme entre o ataque e a defesa, o que atrapalhava a transição defensiva e oferecia contra-ataques. Com muita liberdade, os colombianos chegaram aos gols.

Primeiro, com Valencia, aos 34. Ele subiu entre Fred e Luccas Claro e desviou de cabeça bola levantada na área. No começo da segunda etapa, num rápido contra-golpe, Cetré finalizou com categoria de fora da área.

O gol de Abel Hernández, aos 29, serviu como injeção de ânimo. Saiu no momento em que o Junior dominava a partida e fez os tricolores acreditarem que, nem que fosse no desespero, era possível evitar a derrota. Mas, sem nenhuma organização, ficaram apenas na crença.