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Análise | AoE 2: Lords os the West traz novas civilizações e modos de jogo

Wagner Wakka
·6 minuto de leitura

Age of Empires II é um jogo de veteranos. O título já tem 22 anos de existência e continua com uma comunidade forte, principalmente no cenário competitivo. Em 2019, a Microsoft lançou a Edição Definitiva, com melhorias gráficas, de interface e até com novos efeitos sonoros e dublagem. Tudo para dar roupagem mais moderna para um título que já alcançava duas décadas de estrada.

O game do gênero real-time strategy (conhecido pela sigla RTS) usa de conhecimento de estratégia dos jogadores em movimentar tropas pelo mapa. É quase como um jogo de xadrez em que os participantes movimentam suas peças ao mesmo tempo, sem intercalar as jogadas. AoE 2 talvez seja o título mais proeminente da história do gênero, por isso não só sustenta tantos jogadores ainda em 2021, como também ganhou um novo pacote de conteúdo extra que adiciona duas civilizações inéditas e três novas companhas para apresentá-las ao público: Lords of the West.

Primeiro, é preciso deixar claro: para uma expansão que custa aproximadamente R$ 30, há muito material por aqui. Além das duas civilizações, os borgonheses e os sicilianos, as três campanhas oferecem horas e horas de narrativa com dublagem em português.

A primeira dessas campanhas é a do Rei Eduardo I, conhecido na história pelas batalhas de unificação da Grã-Bretanha, principalmente em seus conflitos pelo País de Gales. O que o jogador vai ver nesta trama (e em todas as outras) é que a Microsoft reconhece que este é um conteúdo para veteranos. Logo, não espere aqui uma narrativa com tutoriais ou explicações sobre o que é preciso fazer.

A narrativa acompanha Eduardo I sendo expulso pelos barões ingleses e ficando basicamente sozinho pela região. Com isso, você precisa fugir com a realeza, montando um pequeno exército em 10 minutos, antes que seu principal inimigo ataque. Ou seja, é preciso ter agilidade e conhecer as principais técnicas de Age of Empíres II para conseguir vencer.

<em>As três novas campanhas de Lord of The West (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
As três novas campanhas de Lord of The West (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

A segunda e terceira campanhas são bastante parecidas entre si, focadas em apresentar as novas civilizações. Em ambas, o jogador é colocado em um mapa no qual possui aliados, um rival principal, além de pequenas vilas a serem saqueadas para obter mais recursos e conseguir vencer o cenário. O objetivo é fazer com que o jogador explore a maioria das possibilidades que os borgonheses e sicilianos introduzem ao jogo. Assim como na campanha de Eduardo I, é preciso já ter certo conhecimento de Age II para conseguir vencer os mapas com tranquilidade.

As três tramas single player são interessantes e adicionam bastante conteúdo a quem gosta das campanhas solo de Age of Empires 2. As histórias são bem construídas e trazem batalhas interessantes.

<em>Jogador precisa dominar vilas próximas para seguir nas campanhas de borgonheses e sicilianos (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
Jogador precisa dominar vilas próximas para seguir nas campanhas de borgonheses e sicilianos (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Entretanto, estamos falando de um game competitivo que sobrevive em cima de uma comunidade que recorrentemente joga no cenário multiplayer. É aqui que a brincadeira fica mais interessante.

Novas civilizações, novas oportunidades

As duas civilizações de Lords of The West apresentam algumas especificidades bem interessantes. Novamente, estamos falando de um DLC para quem já está jogando o título há tempos, o que quer dizer que as modificações podem parecer pequenas, mas resultam em novas formas de jogar.

Comecemos pelos sicilianos. Essa é uma sociedade com foco em infantaria, capaz de se defender muito bem. Isso porque os aldeões constroem centros de cidade e castelos com o dobro de velocidade que o normal. Outra exclusividade deles são os Donjons. Basicamente, o que essas construções fazem é oferecer a possibilidade de criar guerreiros que deveriam ser exclusivos dos castelos (chamados de sargentos nesta sociedade). Ou seja, o jogador pode fazer vários Donjons pelo mapa, gastando bem menos recursos do que gastaria com castelos.

A configuração dos sicilianos faz com que eles se assemelhem bastante à estratégia dos godos, como uma sociedade de infantaria e alternativa aos castelos.

<em>Donjons são estas grandes torres que fazem as vezes de castelos (Fotos: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
Donjons são estas grandes torres que fazem as vezes de castelos (Fotos: Wagner Wakka/Canaltech)

Já os borgonheses trazem uma estratégia bem diferente para Age of Empires 2. Estamos falando de uma civilização bastante interessante para quem gosta de atacar em velocidade. Ou seja, a quem prefere não esperar o jogo avançar para dar as primeiras investidas. O motivo disso são vários.

Primeiro, estamos falando em uma sociedade com grande foco em cavalaria, o que torna a movimentação mais rápida. Além disso, todas as atualizações econômicas já estão disponíveis sempre uma era antes. Assim, é possível coletar ouro, alimento e madeira na velocidade de Idade do Castelo, ainda na época Feudal, por exemplo.

Outra atribuição exclusiva é que todas as tecnologias estáveis custam metade do preço, permitindo fortalecer o exército mais rapidamente.

Os borgonheses também têm uma relação interessante entre ouro e comida. Uma das tecnologias permite converter todo alimento em ouro e fazer com que os agricultores também passem a colaborar para a coleta de ouro. Por outro lado, relíquias coletadas não só geram ouro para a sociedade, como também passam a produzir alimento.

Tudo isso deixa que o jogador tente uma investida mais rápido contra seus adversários antes mesmo de chegar à Idade Imperial, em que tem acesso a todos os recursos e tecnologias do jogo.

Por fim, os borgonheses contam com uma tecnologia chamada Revolução Flamengo. Esta é uma última investida, usando todos os recursos, para tentar se defender de um ataque repentino ou para vencer o adversário logo de uma vez. Com ela, todos os aldeões são automaticamente transformados em milícia flamenga, uma unidade não tão forte, mas com ataque e defesa melhores que dos aldeões.

<em>Com o movimento, todos os aldeões são transformados de uma só vez em milícia (Foto: Wagner Waka/Canaltech)</em>
Com o movimento, todos os aldeões são transformados de uma só vez em milícia (Foto: Wagner Waka/Canaltech)

Ou seja, em um jogo clássico online com 200 de população máxima, em que geralmente se reservam uns 80 integrantes como aldeões, esta movimentação pode quase que dobrar o exército de um jogador com apenas um movimento. Assim, é uma ação que pode definir uma partida.

Entretanto, o jogador que optar por transformar todos seus aldeões em exército provavelmente terá problemas de recursos e vai ter que recuperar toda sua produção. Assim, se esta investida não resultar em vitória, é possível que também crave a derrota da civilização borgonhesa.

Desta forma, as duas civilizações oferecem modos interessantes de jogar, sendo que os borgonheses trazem algo mais fresco para a mesa. Com certeza, vai balançar as estratégias já manjadas de muita gente dentro de Age of Empires II, principalmente no multiplayer online.

Por R$ 30, estamos falando de uma DLC que oferece muito conteúdo e traz bastante frescor a um game que, embora ainda extremamente interessante, divertido e com comunidade ativa, pode necessitar de novidades.

O pacote Lords of The West é a primeira expansão de Age of Empires II: Definitive Edition, vendido na Microsoft Store e no Steam por R$ 29,99. O jogo está disponível para PC e pode ser jogado gratuitamente pelos assinantes do Xbox Game Pass.

Fonte: Canaltech

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