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Análise | The Ancient Gods deixa Doom Eternal ainda mais frenético

Wagner Wakka
·6 minuto de leitura

As DLCs, assim chamados os conteúdos extras de um jogo pela sigla em inglês, geralmente são lançados com dois objetivos. O primeiro é adicionar um novo modo, jogabilidade, ou gameplay que não coube na versão base. O segundo é oferecer ao jogador mais do conteúdo que ele já curtiu na campanha principal, com pouquíssimas novidades.

The Acient Gods, pacote extra de Doom Eternal, se enquadra neste segundo grupo. Embora a proposta seja trazer uma nova história para o título, a DLC eleva, na verdade, a barra de dificuldade do jogo base.

O pacote lançado traz a primeira parte (de duas) de uma nova campanha que coloca o Doom Slayer na busca pelo Serafim, a entidade superpoderosa que oferece sua energia ao Doomguy e o transforma no Slayer.

O jogador basicamente abraça duas novas fase: a base marítima UAC Atlantica Facility onde está o Serafim e o pântano de sangue, no qual é preciso recuperar a energia da entidade. Os termos aqui podem parecer vagos, mas o objetivo é evitar spoilers da narrativa que é bastante curta. O importante é que Doom Slayer precisa lutar contra os demônios que estão novamente tentando invadir a Terra em suas diferentes dimensões.

Dito isso, é preciso posicionar logo de cara: como quase regra dos DLCs, The Acient Gods é para quem já finalizou a campanha principal e quer mais dessa gameplay frenética de Doom Eternal. É importante pontuar isso, pois não é preciso nem mesmo ter o jogo principal para comprar o pacote extra e jogá-lo. Entretanto, você pode ficar perdidinho se cair direto neste pacote extra.

O que há de novo? 

Como dito no início deste texto, a DLC não tem a função de trazer muita novidade, principalmente, em termos de gameplay. O objetivo é colocar a prova todo conhecimento que o jogador acumulou durante a campanha e multiplayer de Doom Eternal. Por isso, é tão importante já ter jogado o game base (embora, de novo, não seja obrigatório).

O jogador já cai em The Ancient Gods com todos os recursos resgatáveis da campanha convencional. Ou seja, todas as armas, habilidades, melhorias, variações e movimentações.

<em>Não são raros os momentos com vários e vários inimigos na tela (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
Não são raros os momentos com vários e vários inimigos na tela (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Contudo, vale lembrar que se Doom oferece bastante com uma mão, cobra de você em dobro com a outra. A DLC é bem, mas bem difícil. Como apontou o colega influenciador Matheus Carpenedo, a impressão que se tem é que ele “subiu um nível”. Isso quer dizer que se você jogava no mais fácil, agora o sentimento é de que está no médio e assim por diante.

A campanha de Doom Eternal traz uma curva de aprendizado boa, que vai apresentado as armas e habilidades com certo espaçamento. O completo oposto é o que acontece nesta DLC, que não é para não-iniciados. Assim, espere já os inimigos mais fortes e variados logo nas primeiras áreas do conteúdo extra.

Caso você não tenha jogado, aqui vale uma pequena explicação sobre a proposta de Doom Eternal. O jogo quer mantar altas velocidade e frenesi, logo, pede de você que esteja em constante movimentação.

A questão é que, na DLC, isso ainda ganha uma camada extra. Para dar ainda mais agilidade na gameplay, agora, Doom Eternal mistura inimigos com estratégias de combate variadas que exige constante atenção.

Se na campanha original era raro que inimigos muito distintos se misturassem, nesta DLC isso é quase regra. Desta forma, o jogador não só precisa constantemente correr pelo mapa atrás de energia, escudo e bala, bem como é obrigado a ficar modificando armamento o tempo todo. São inimigos de tiros de energia, com outros que exigem bombas e mais alguns que pedem armamento pesado como shotgun.

Isso reforça ainda mais a tese de que a DLC não é para iniciantes. O jogador precisa já estar ciente de como matar os diferentes inimigos, com estratégias e armas distintas. Caso contrário, este conteúdo será pura frustração.

Entretanto, há também algumas poucas novidades em termos de inimigos. O jogo explora espíritos que encarnam nos inimigos, fazendo com que eles fiquem bem mais resistentes.

Além disso, há uma nova mecânica: quando você mata um inimigo possuído, o espírito fica pairando pelo ar até encontrar outro corpo para encarnar. A técnica consiste em usar o especial de energia para eliminá-lo, antes que ele entre em outro inimigo e esteja “protegido” de novo.

<em>O espírito é um dos inimigos novos da DLC (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
O espírito é um dos inimigos novos da DLC (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Como o game mistura isso com todos os outros fortes demônios que já estavam na campanha inicial, o nível sobe consideravelmente.

Ambiente

Como também já enumerado, a DLC oferece basicamente dois novos grandes mapas a serem explorados. O primeiro é a estação marítima, com uma estética mais parecida com as instalações do começo de Doom Eternal. Já a segunda é um pântano grande no qual há uma série de construções diabólicas e animais enormes.

Como o jogo trabalha com o tema The Acient Gods (“os deuses antigos”, em tradução livre), há também alguns inimigos gigantes a serem confrontados no melhor estilo God of War. A dimensão dos mapas e de alguns personagens impressiona pela qualidade gráfica e necessidade de uma gameplay bem ágil.

Um dos pontos-chave de Doom Eternal está na movimentação vertical. Para além de ser um game de agilidade, também é preciso realizar saltos, escaladas e dashs duplos no ar para alcançar todos os pontos do mapa.

<em>Mapas são mais complexos e envolvem passagens debaixo d'água (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
Mapas são mais complexos e envolvem passagens debaixo d'água (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Nesta DLC, este aspecto também foi elevado. Como o The Ancient Gods tem um ambiente de grandes dimensões, também é necessário pular mais alto e de modo preciso.

Para quem? 

A DLC lançada agora é somente a primeira parte da narrativa de The Ancient Gods. O conjunto traz umas boas cinco horas de uma ação ainda mais frenética que da campanha inicial.

Embora ainda seja possível jogar o conteúdo extra sem nem mesmo ter comprado o jogo base, sinceramente, não recomendo por isso. A DLC é quase uma prova a mais para quem já terminou o game e conseguiu masterizar tudo que o título pede de você. Ainda, se você já terminou Doom Eternal e está pensando em pegar este conteúdo, vale dar uma treinadinha antes para não se frustrar.

O pacote é bastante honesto em conteúdo e narrativa, embora não adicione exatamente muita coisa para a mesa em Doom Eternal. Assim, para quem quer um desafio ainda maior no game, certamente, este é um conteúdo na medida.

<em>Serafim é o principal personagem desta DLC (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)</em>
Serafim é o principal personagem desta DLC (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

The Ancient Gods foi desenvolvido pela id Software e publicado pela Bethesda Softworks em 20 de outubro de 2020 para PC, Xbox One, PlayStation 4, Switch e Google Stadia. O conteúdo também será disponibilizado para PlayStation 5 e Xbox Series X e S no lançamento. No Canaltech, o conteúdo foi analisado com cópia digital de Doom Eternal para PS4 cedido gentilmente pela Bethesda.

Fonte: Canaltech

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