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Amil tem até hoje para explicar transferências de planos de saúde

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Amil
Clientes de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná foram afetados com o acordo entre Amil e APS

(Reuters)

  • Amil e APS têm até hoje para explicar transferências de planos de saúde;

  • Após o prazo, ANS decidirá se anula a mudança ou se adotará outras medidas para resolver o caso;

  • Em dezembro, 227 mil beneficiários da Amil foram passados para a APS.

A Amil e a APS, operadoras de planos de saúde, têm até esta segunda-feira (18) para manifestar suas apresentações à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) sobre a transferência de 337 mil beneficiários de uma operadora para a outra.

Após o prazo, a ANS decidirá, em definitivo, se anula a autorização que deu para a mudança ou se adotará outras medidas para resolver o caso.

No começo de abril, quando definiu a data limite para a manifestação das operadoras, a Agência já havia determinado, em medida cautelar, que a Amil reassumisse as carteiras de planos de saúde individuais que foram entregues à APS.

Entenda o que aconteceu

Em dezembro do ano passado, a Amil transferiu mais de 337 mil beneficiários de seus planos individuais e familiares para a APS, medida que afetou clientes em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

A transferência chegou a ser aprovada pela ANS. Na época, a Amil disse à Agência de Saúde que a alteração seria uma simples reorganização societária entre as operadoras do mesmo grupo – já que ambas pertencem à gigante UnitedHealth Group - e que garantiria ajuda financeira para manter o equilíbrio econômico da APS.

No entanto, após analisar a documentação solicitada, a ANS percebeu que a Amil já havia definido a venda das cotas da APS, o que faria com que ambas deixassem de fazer parte do mesmo grupo e, consequentemente, esvaziaria “a garantia oferecida pela Amil em favor da APS”, disse em nota.

A ANS ainda pontuou que “os compradores das quotas da APS não têm capacidade financeira suficiente para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da APS, de modo que a transação examinada expõe a risco a continuidade e a qualidade da assistência à saúde devida aos consumidores vinculados à carteira transferida."

De 2019 para 2021, o número de reclamações registradas no Procon-SP contra a Amil saltou 255%, indo de 554 para 1.969. Somente em janeiro deste ano, houve 216 casos. As principais queixas relacionam-se ao descredenciamento de hospitais, confusão na orientação de pacientes e dificuldades na realização de exames rotineiros. Isso fez com que o Procon-SP convocasse a operadora para reunião.

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