Mercado abrirá em 2 h 51 min
  • BOVESPA

    113.707,76
    +195,38 (+0,17%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.734,04
    -67,64 (-0,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    89,23
    +1,12 (+1,27%)
     
  • OURO

    1.782,70
    +6,00 (+0,34%)
     
  • BTC-USD

    23.549,38
    -280,61 (-1,18%)
     
  • CMC Crypto 200

    560,17
    -12,64 (-2,21%)
     
  • S&P500

    4.274,04
    -31,16 (-0,72%)
     
  • DOW JONES

    33.980,32
    -171,69 (-0,50%)
     
  • FTSE

    7.516,10
    +0,35 (+0,00%)
     
  • HANG SENG

    19.763,91
    -158,54 (-0,80%)
     
  • NIKKEI

    28.942,14
    -280,63 (-0,96%)
     
  • NASDAQ

    13.513,25
    +20,00 (+0,15%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2583
    -0,0009 (-0,02%)
     

Amido resistente pode reduzir risco de câncer em pessoas com tendência

Em busca de alternativas que reduzissem o risco de câncer em pessoas com tendência a alguns tipos de tumores, pesquisadores britânicos investigaram os efeitos do uso de suplementos alimentares com amido resistente. Os voluntários receberam a suplementação por 2 anos, em média, sem saber se era (ou não) um placebo. A conclusão é que esta fibra alimentar pode ser uma boa aliada para a saúde.

Publicado na revista científica Cancer Prevention Research, o estudo sobre o impacto do amido resistente na prevenção do câncer foi liderado por pesquisadores das Universidades de Newcastle e Leeds, ambas no Reino Unido. Na pesquisa, foi possível observar que o consumo regular pode reduzir risco de alguns cânceres gastrointestinais, como o de estômago.

Consumo regular de amido resistente pode reduzir risco de alguns cânceres gastrointestinais (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)
Consumo regular de amido resistente pode reduzir risco de alguns cânceres gastrointestinais (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

Afinal, o que é amido resistente?

“O amido resistente é um tipo de carboidrato que não é digerido no intestino delgado, em vez disso, fermenta no intestino grosso, alimentando bactérias intestinais benéficas — ele age de fato, como fibra dietética em seu sistema digestivo", explica John Mathers, professor de Nutrição da Universidade de Newcastle e um dos autores do estudo, em comunicado.

Por causa do caminho que deve ser percorrido até a digestão, este tipo de amido oferece alguns benefícios para a saúde. "Acreditamos que o amido resistente pode reduzir o desenvolvimento do câncer, alterando o metabolismo bacteriano dos ácidos biliares e reduzindo os tipos de ácidos biliares que podem danificar nosso DNA e, eventualmente, causar câncer. No entanto, isso [a causa] precisa ser melhor investigado”, acrescenta Mathers.

Onde encontrar esta fibra?

Para obter o amido resistente, existem diferentes opções de alimentos naturais ou da indústria, como:

  • Ervilhas;

  • Feijões;

  • Aveia;

  • Bananas que estão mais verdes (quase madura);

  • Arroz;

  • Suplementos alimentares.

"A dose utilizada no ensaio é o equivalente a comer uma banana por dia. Antes de ficarem muito maduras e macias, o amido das bananas resiste à decomposição e chega ao intestino, onde pode alterar o tipo de bactéria que ali vive", detalha o professor Mathers.

Ervilha e banana quase madura têm boas concentrações de amido resistente (Imagem: Artie Kostenko/Unsplash)
Ervilha e banana quase madura têm boas concentrações de amido resistente (Imagem: Artie Kostenko/Unsplash)

Como funcionou o estudo sobre a menor incidência de câncer?

O estudo sobre o amido resistente no impacto de alguns tipos de câncer englobou voluntários da Finlândia e do Reino Unido. No total, foram contabilizados quase mil participantes com a síndrome de Lynch, que é rara, acompanhados por cerca de 10 anos, em média. Estes indivíduos carregam algumas alterações genéticas, o que os tornam mais propensos a desenvolver câncer.

Quais tipos de tumor evitou?

“Descobrimos que o amido resistente reduz uma série de cânceres em mais de 60%. O efeito foi mais óbvio na parte superior do intestino”, detalha Mathers. “Isso é importante porque os cânceres do trato GI superior são difíceis de diagnosticar e muitas vezes não são detectados precocemente", explica.

Para ser mais específico, a redução no risco de câncer não foi identificada no intestino. Por outro lado, os dados apontaram que o risco era menor para cânceres do trato gastrointestinal superior, incluindo câncer de esôfago, estômago, trato biliar, pâncreas e duodeno.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos