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Americanos admitem ter ajudado Carlos Ghosn a fugir em caixa de som

·2 minuto de leitura
Carlos Ghosn. (Foto: REUTERS/Regis Duvignau/File Photo)
Carlos Ghosn. (Foto: REUTERS/Regis Duvignau/File Photo)
  • Michael e Peter Taylor admitiram ter ajudado Ghosn a fugir.

  • Ele escapou dentro de uma caixa de equipamento de som.

  • Ghosn está atualmente no Líbano.

Dois americanos, Michael e Peter Taylor, pai e filho, assumiram perante um tribunal japonês terem auxiliado o executivo brasileiro Carlos Ghosn em sua espetacular fuga para o Líbano. As informações são do portal de notícias G1. 

Leia também:

Eles admitiram ter colocado Ghosn em uma caixa para instrumentos de som, que foi então deslocada para um avião particular e depois enviada para o Líbano, país que não possui acordo de extradição com o Japão, e atual morada de Ghosn.

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O executivo era mantido em custódia no Japão por suspeitas de crimes financeiros na época em que foi executivo-chefe da Renault-Nissan.

Os Taylor agora enfrentam a possibilidade de passaram até três anos presos no Japão.

‘Nunca pensaram que eu escaparia’

Ghosn foi protagonista de uma das histórias mais espetaculares do mundo empresarial desta década, quando escapou do Japão em uma fuga cinematográfica, em dezembro de 2019. “Nunca pensaram que escaparia”, disse Ghosn em entrevista à agência de notícias EFE.

O ex-líder da Nissan e da Renault – considerado um dos empresários mais habilidosos da indústria automobilística – afirma que foi alvo de um complô para tirá-lo do poder da montadora, por “inimigos” internos.

Eles teriam articulado um processo para prendê-lo e ganhar tempo enquanto o caso “caía no esquecimento”, segundo Ghosn.

"Há uma única razão para eu ter sido preso, que é a mesma pela qual foi Greg Kelly (antigo membro o Conselho de Administração da Nissan) ainda segue no Japão e que está sendo julgado: é que não declarei uma compensação que não estava nem decidida, nem paga", diz o executivo brasileiro.

"Queriam encontrar outra coisa, sabiam que isto não seria suficiente. Procuraram e inventaram novas acusações pela simples razão de que não me queriam no Japão e não queriam que eu falasse.”

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