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Americanas pede recuperação judicial nos Estados Unidos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Americanas apresentou nesta quarta-feira (25) pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, em processo conhecido como "Chapter 15", de acordo com documento judicial.

O movimento busca estender para os ativos nos EUA os efeitos protetivos do processo de recuperação judicial anunciado na semana passada e já aprovado no Brasil.

O Chapter 15 é um item do Código de Falências dos EUA, voltado a casos que envolvem empresas com atuação em mais de um país.

A regra determina que as autoridades americanas atuem em cooperação com os governos e agências estrangeiras para facilitar as negociações dos pagamentos, proteger os direitos dos credores e auxiliar na recuperação dos devedores.

A Americanas, que tem como acionistas de referência o trio bilionário de investidores que fundou a 3G Capital, entrou em crise no começo deste ano, após revelar "inconsistências" contábeis. O caso fez o valor de suas ações derreter.

No começo da tarde, as ações da Americanas subiam 5%, a R$ 0,84, na bolsa paulista. Antes do anúncio sobre a descoberta dos problemas contábeis, o papel valia R$ 12.

Também nesta quarta-feira, a Americanas divulgou que a BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, reduziu sua participação na empresa para cerca de 0,12% das ações, mais 0,36% via instrumentos de derivativos. Em dezembro, segundo dados no site da Americanas, essa fatia era ao redor de 5,05%.

No começo da semana, a Capital International Investors (CII) comunicou a companhia sobre a redução de sua participação acionária na varejista de 7,04% para 4,07%.

Mais cedo nesta quarta, a varejista divulgou uma lista de 7.720 credores e dívidas totalizando 41,2 bilhões de reais em seu processo de recuperação judicial.

O Deutsche Bank liderava a lista de credores, com US$ 1 bilhão, mas o banco alemão disse posteriormente que não tem relação de empréstimo ou exposição de crédito à companhia.

Bancos com exposição à varejista, de acordo com a lista divulgada pela Americanas, incluem Bradesco, com R$ 4,51 bilhões, Santander Brasil, com R$ 3,65 bilhões; BTG Pactual, com R$ 3,5 bilhões; Itaú Unibanco, com R$ 2,73 bilhões; e Safra, com R$ 2,5 bilhões.

O BV aparecia inicialmente com R$ 3,28 bilhões, mas o banco também informou à imprensa que a lista "não reflete a sua real exposição". A instituição disse que na data da revelação das inconsistências contábeis da Americanas era credor de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) com saldo devedor de aproximadamente 206 milhões de reais.