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American exclui 737 Max da escala de voos até janeiro de 2020

Mary Schlangenstein

(Bloomberg) -- A American Airlines já não tem esperanças de retomar as operações com o 737 Max da Boeing este ano e decidiu retirar o jato da escala de voos até 15 de janeiro.

A companhia aérea, que havia suspendido os voos com o Max até 3 de dezembro, cancelou cerca de 140 voos diários. A empresa tem mais de 20 aviões do modelo parados. Com o anúncio desta quarta-feira, a American segue os passos da Southwest Airlines, a maior operadora do Max, que em julho anunciou que havia excluído o jato da escala até 6 de janeiro.

A American disse que a suspensão deve reduzir o lucro antes dos impostos em US$ 140 milhões no terceiro trimestre. A companhia aérea, que calculou um impacto de US$ 400 milhões em 2019 em julho, vai atualizar o valor quando divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre em 24 de outubro.

Os voos com o Max foram suspensos por reguladores em todo o mundo em março, depois que 346 pessoas morreram em acidentes com o jato em voos da Lion Air e Ethiopian Airlines. A Boeing tem como meta retomar as operações com o avião de corpo estreito no terceiro trimestre, mas o novo software e outras mudanças para evitar a repetição das falhas precisam ser aprovados pelos reguladores.

Quando o Max receber o sinal verde, as companhias aéreas precisarão de semanas ou até meses para treinar os pilotos e preparar as aeronaves paradas para retomar as operações. A American disse que espera aumentar gradualmente os voos com o Max ao longo de janeiro e fevereiro.

A United Airlines incluiu o Max em sua escala de voos em 19 de dezembro, enquanto a Air Canada excluiu o avião até 8 de janeiro.

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Repórter da matéria original: Mary Schlangenstein Dallas, maryc.s@bloomberg.net

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