Mercado fechado

Amazônia em chamas: empresas boicotam produtos brasileiros

As queimadas ganharam visibilidade mundial e assustaram todo o globo (Foto por: Victor Moriyama/Getty Images)

A repercussão mundial sobre as queimadas na Amazônia têm surtido os primeiros sinais de impacto comercial para o Brasil. Empresas multinacionais, países e bancos estão ameaçando boicotar a importação de produtos nacionais enquanto a situação não for resolvida.

SIGA O YAHOO FINANÇAS NO INSTAGRAM

VF Corporation suspende compra de couro

Comunicados de suspensão de compras de couros produzidos no Brasil vieram de alguns dos principais importadores mundiais e foram justificados em função de notícias relacionando as queimadas na região amazônica ao agronegócio do país. As marcas que solicitaram a suspensão fazem parte do grupo VF Corporation e entre elas estão as famosas Kipling, Vans e Dickies.

Leia também

A maior produtora de salmão do mundo, a criadora de peixes Mowi, está estudando interromper a compra de produtos brasileiros caso a situação das queimadas na Amazônia não seja resolvida. A multinacional atualmente compra soja do Brasil para produzir a ração com que alimenta suas criações de peixe.

Nestlé vai reavaliar as práticas de fornecedores da Amazônia

A multinacional Nestlé, com fábrica no Brasil há quase cem anos, anunciou que vai reavaliar as práticas de seus fornecedores na região. Além da compra de subprodutos da carne e do cacau, a companhia também comprar óleo de palma e soja extraídos do bioma da Amazônia.

Não são só as empresas que estão avaliando seus acordos em meio às queimadas. Países e bancos também. A Finlândia pediu que a União Europeia estudasse a possibilidade de banir a importação de carne brasileira, uma vez que eles condenam a destruição na floresta amazônica.

Bancos também miram o Brasil

O Nordea, maior banco dos países nórdicos, afirmou que decidiu suspender as compras de títulos do Governo brasileiro, devido a preocupação com as respostas do presidente Jair Bolsonaro dadas até agora aos incêndios na Amazônia. Segundo o banco, o modo que ao governo lida com a questão pode afetar a estabilidade política no Brasil.