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Amazon: saiba tudo sobre as demissões da gigante da tecnologia

Andy Jassy, CEO da Amazon, confirmou os cortes de 18 mil funcionários (REUTERS/Pascal Rossignol)
Andy Jassy, CEO da Amazon, confirmou os cortes de 18 mil funcionários (REUTERS/Pascal Rossignol)
  • Cerca de 18 mil trabalhadores serão cortados do quadro de funcionários da companhia;

  • Cortes acontecerção principalmente nas divisões das lojas e setor de Recursos Humanos;

  • Amazon vê a demanda por seus produtos cair conforme a pandemia passa.

A Amazon confirmou a demissão em massa de 18 mil funcionários. As dispensas estão planejadas para acontecer a partir de 18 de janeiro e devem afetar trabalhadores nos Estados Unidos e na Europa. Ainda não se sabe sobre as circunstâncias dos trabalhadores da companhia americana no Brasil.

A notícia, afirmou o CEO da empresa Andy Jassy, foi divulgada precocemente devido a um vazamento dessas informações no New York Times, que havia publicado no final do ano passado uma reportagem em que afirmava que a gigante americana pretendia demitir cerca de 10 mil funcionários. “Normalmente esperamos para comunicar sobre essas ações até que possamos falar com as pessoas diretamente afetadas”, disse em um boletim interno.

Enquanto que diversos setores serão impactados, Jassy afirmou que a maior parte dos cortes de pessoal irão ocorrer nas lojas da Amazon, como a Amazon Fresh e Amazon Go, além da equipe de "Pessoal, Experiência e Tecnologia" da empresa, que providencia serviços de Recursos Humanos na gigante de tecnologia e varejo.

Apesar de ser a maior demissão em massa da história da companhia, o corte no quadro de funcionários representa uma pequena fração dos 1,5 milhão de trabalhadores que a empresa possui em todo o mundo, além daqueles que trabalham na empresa sazonalmente em períodos de maior atividade, como as festas de fim de ano.

Por que os cortes estão acontecendo?

Segundo Jassy, a empresa está passando por uma reestruturação após se expandir demais durante a pandemia. Entre 2020 e 2022 o tamanho de sua equipe global dobrou para atender à crescente demanda por produtos e pelos seus serviços.

No entanto, assim como o Facebook, a Amazon viu sua receita cair nos últimos meses. Considerada essencial durante a pandemia, a empresa agora vê a procura por seus produtos diminuir à medida que as restrições sanitárias são extinguidas.

“Este ano foi difícil devido à economia incerta e ao fato de termos contratado rapidamente nos últimos anos”, disse Jassy em nota aos funcionários. “A Amazon resistiu a economias incertas e difíceis no passado, e continuaremos a fazê-lo”.

O CEO também afirmou que a empresa está profundamente ciente de que esses cortes de empregos são difíceis para as pessoas e não tomamos essas decisões levianamente". "Estamos trabalhando para apoiar os afetados e oferecer a eles pacotes que incluem indenização, seguro de saúde temporário e ajuda externa para encontrar trabalho."