Mercado abrirá em 8 h 58 min
  • BOVESPA

    95.368,76
    -4.236,78 (-4,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    37.393,71
    -607,60 (-1,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    37,46
    +0,07 (+0,19%)
     
  • OURO

    1.878,00
    -1,20 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    13.236,50
    +19,21 (+0,15%)
     
  • CMC Crypto 200

    262,08
    -10,61 (-3,89%)
     
  • S&P500

    3.271,03
    -119,65 (-3,53%)
     
  • DOW JONES

    26.519,95
    -943,24 (-3,43%)
     
  • FTSE

    5.582,80
    -146,19 (-2,55%)
     
  • HANG SENG

    24.415,12
    -293,68 (-1,19%)
     
  • NIKKEI

    23.261,98
    -156,53 (-0,67%)
     
  • NASDAQ

    11.229,25
    +96,50 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7356
    +0,0012 (+0,02%)
     

Amazon Prime Video ameaça cada vez mais a liderança do Netflix, aponta relatório

Rui Maciel
·3 minutos de leitura

Um levantamento da Reelgood, plataforma que agrega conteúdos de serviços de streaming, mostrou como anda a disputa por audiência dos principais serviços do gênero nos Estados Unidos. E um dos principais destaques é o fato do Prime Video, da Amazon, diminuir a cada trimestre a sua diferença em relação a Netflix, a líder desse mercado.

Segundo o relatório, a Netflix mantém sua liderança no terceiro trimestre deste ano, com 25% do marketshare (contra 32% no segundo trimestre). Já o Prime Video pulou de 20% para 21% de um trimestre para outro, com a diferença entre as plataformas diminuindo de forma sensível nos últimos meses.

O Hulu, por sua vez, mantém a terceira colocação, ainda que a sua participação tenha diminuído de 19% para 15% entre os dois últimos trimestres. No entanto, outro destaque do ranking fica por conta do crescimento do HBO Max, cujo marketshare saltou de 3% para 9% no último tri, ultrapassando ninguém menos que a Disney+.

Ranking trimestral de streamings da Reelgood: Amazon Prime Video vem se aproximando do Netflix cada vez mais <br>(Foto: Divulgação/Reelgood)
Ranking trimestral de streamings da Reelgood: Amazon Prime Video vem se aproximando do Netflix cada vez mais
(Foto: Divulgação/Reelgood)

De acordo com a Reelgood, os ganhos aparentemente massivos da HBO Max em compartilhamento de streaming neste trimestre se devem, em parte, ao fato do serviço ter começado depois dos outros concorrentes — seu lançamento se deu no dia 27 de maio deste ano. Outro fator a considerar é que vários filmes e programas de TV da HBO Max, na verdade, foram classificados de forma consistente nas listas mensais mais assistidas da Reelgood de julho a setembro, como Coringa, Birds of Prey, Matrix, Game of Thrones, Rick e Morty, entre outros. Isso contribuiu para o aumento de audiência da plataforma da WarnerMedia.

Cadê o Apple TV+?

Outro fator que chama a atenção é a ausência do Apple TV+ da relação dos mais populares. Um dos fatores que podem explicar isso é que a plataforma da Maçã tem a estratégia de investir apenas em conteúdos originais. E isso é arriscado por alguns motivos. Primeiro, porque produzir esse material leva tempo e demanda um belo investimento em produção — para piorar a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) atrasou suas produções (e da concorrência também, sejamos justos). Segundo, porque sempre há o risco (que não é pequeno) do filme ou da série simplesmente não cair no gosto do público — o que significa que não atrairá novos assinantes. Além disso, a empresa precisará ter lançamentos constantes para manter o interesse da audiência, o que significa mais gastos.

Menos mal que fluxo de caixa não é exatamente um problema para a Maçã, que pode se dar ao luxo de perder dinheiro no primeiro ou segundo ano do Apple TV+. Tanto isso é verdade que o baixo preço cobrado pelo serviço nos primeiros 12 meses mostra que a empresa está mais interessada em construir sua base de assinantes do que faturar.

 The Morning Show, o maior sucesso da Apple TV+: aposta apenas em conteúdos próprios pode comprometer a audiência da plataforma da Apple (Foto: Divulgação/Apple TV+)
The Morning Show, o maior sucesso da Apple TV+: aposta apenas em conteúdos próprios pode comprometer a audiência da plataforma da Apple (Foto: Divulgação/Apple TV+)

Por outro lado, é razoável considerar também que a audiência da Apple TV+ não seja algo tão relevante assim para seus executivos. Mais importante para a empresa seria manter e fortalecer sua lucrativa divisão de serviços para manter os usuários no seu ecossistema e oferecer toda a sorte de produtos, de filmes e séries a games, músicas, livros, etc. Tanto que o preço do serviço é baixo: US$ 4,99 nos EUA e R$ 9,90 no Brasil.

Trata-se de algo muito semelhante à estratégia praticada pela Amazon que, a partir do Amazon Prime, oferece uma série de serviços — entrega de produtos de seu e-commerce, músicas, games e o próprio Prime Vídeo — cobrando apenas US$ 12,99 nos EUA e R$ 9,90 no Brasil. Ou seja, sempre que alguém adere ao combo, a audiência do Prime sobe. E em tempos de pandemia do coronavírus, quando o volume de compras online da Amazon nos EUA aumentou consideravelmente, o número de pessoas que assinou o serviço também cresceu.

Com informações da CBR.com

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: