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Amazon estende proibição de uso de reconhecimento facial à polícia

·1 minuto de leitura
Logo da Amazon em Brandizzo, Itália, em 22 de março de 2021

A Amazon informou nesta terça-feira (18) que continuará a proibir a polícia de usar suas ferramentas de reconhecimento facial em meio a preocupações persistentes com a parcialidade da tecnologia.

Em junho de 2020, a gigante da tecnologia anunciou que estava aplicando uma suspensão de um ano para o uso de sua tecnologia pela polícia, alegando que a pausa poderia dar ao Congresso tempo para decretar garantias contra o uso indevido do reconhecimento facial.

A empresa confirmou nesta terça-feira a prorrogação dessa proibição "até novo aviso", sem dar mais detalhes.

A ação do ano passado foi tomada em meio a protestos generalizados contra a brutalidade policial e preocupações sobre possíveis falhas da tecnologia de reconhecimento facial especialmente ao analisar as características dos afro-americanos.

Os ativistas também afirmam que as ferramentas de tecnologia podem usar algoritmos que discriminam os negros de forma intencional ou não.

Os ativistas têm como alvo a tecnologia de reconhecimento facial Rekognition da unidade de computação em nuvem da Amazon Web Services e câmeras de vigilância Ring usadas para segurança doméstica.

Não ficou claro até que ponto a polícia usou esses sistemas.

No ano passado, a Amazon pediu aos governos que implementassem "regras mais rígidas para regular o uso ético da tecnologia de reconhecimento facial".

Sua proibição foi seguida pela Microsoft e pela IBM, que fizeram anúncios semelhantes.

Na semana passada, uma coalizão de grupos ativistas pediu que a Amazon parasse permanentemente de vender seu sistema Rekognition e, nesta terça-feira, disse que a empresa deveria se comprometer a descartá-lo.

"A tecnologia de reconhecimento facial é muito perigosa para ser implementada por capricho de corporações como a Amazon", disse Evan Greer, do grupo ativista Luta pelo Futuro, um dos grupos da coalizão.

bur-rl/caw/mps/gma/jc