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Amazon entraria em acordo tributário apesar de margens baixas

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O plano tributário internacional em elaboração por autoridades globais busca garantir a inclusão da Amazon.com, embora a margem de lucro da empresa americana esteja abaixo do limite proposto de 10%, o que daria a outros países o direito de coletar receitas.

No sábado, ministros das Finanças do G7 manifestaram apoio às regras propostas que realocam uma parte dos lucros acima de uma margem de 10% para ser tributada em outros países. No entanto, a Amazon estimou uma margem operacional global de 7,1% este ano. Duas pessoas a par das negociações disseram que a Amazon será incluída, mas os detalhes de como elaborar a política ainda estão em discussão.

Um porta-voz da Amazon disse que a empresa “espera estar no escopo de qualquer acordo final na OCDE”, em referência ao possível pacto esperado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico citado no comunicado do G7.

Os negociadores estão trabalhando no mecanismo, disseram as pessoas. Isso poderia incluir a definição de um limite para operações individuais que visam as divisões de publicidade ou computação em nuvem mais lucrativos da Amazon, em vez de toda a empresa, cujas margens são pressionadas por altos investimentos e baixos lucros no varejo.

Líderes europeus têm insistido em uma maneira de incluir todas as maiores empresas de Internet no plano tributário. Ministros das Finanças do G20 vão buscar um acordo preliminar em julho, seguido por um pacto mais detalhado esperado para o final deste ano.

Mesmo com esses acordos internacionais, ainda haveria incerteza considerável sobre a rapidez com que as mudanças ocorreriam para a Amazon e outras multinacionais. Partes do acordo teriam de ser ratificadas e implementadas com a política tributária nacional em cerca de 140 países que negociam no âmbito da OCDE.

Perguntada em uma coletiva de imprensa no sábado se empresas como Amazon e Facebook seriam incluídas no acordo para compartilhar direitos tributários entre os governos, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, respondeu que sim, embora não tenha dito como a Amazon se qualificaria, devido às margens de lucro mais baixas.

Na segunda-feira, um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA não quis explicar como a Amazon faria parte do escopo.

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©2021 Bloomberg L.P.