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Amazon cometeu plágio e manipulou dados, mostram documentos

·2 minuto de leitura
Amazon nega uso de dados internos de vendedores na plataforma . (AP Photo/Steven Senne, File)
Amazon nega uso de dados internos de vendedores na plataforma . (AP Photo/Steven Senne, File)
  • Empresa norte-americana favoreceu suas marcas em ferramentas de busca;

  • Documentos internos demonstram criação de produtos falsificados;

  • Amazon nega uso de dados internos de vendedores na plataforma.

A gigante Amazon plagiou produtos e favoreceu suas marcas na ferramenta de busca do site, segundo reportagem publicada pela agência Reuters. A matéria mostra que a famosa empresa de comércio eletrônico teria manipulado resultados para impulsionar seus próprios produtos na Índia, o que anteriormente havia negado.

A investigação, feita através de documentos internos obtidos pela agência, demonstrou que a empresa conduziu uma campanha sistemática de criação de produtos falsificados e manipulação de resultados de pesquisa, e passou por emails, estratégias de vendas, planos de negócios e acabou por comprovar que pelo menos dois executivos do alto escalão da empresa consentiram e aprovaram as práticas.

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Marcas privadas da Amazon na Índia teriam explorado secretamente dados internos da rede Amazon.in para copiar produtos vendidos por outras empresas, e em seguida, oferecê-los estrategicamente em sua plataforma “nos primeiros 2 ou 3 resultados de busca”, como mostra um dos emails obtidos pela reportagem.

Parte dessa estratégia era datada de um email de 2016, com a chamada “estratégia Solimo”, que oficialmente consistia em, através da marca que a Amazon criou para o mercado indiano, chamada Solimo, “usar informações da Amazon.in para desenvolver produtos e, em seguida, aproveitar a plataforma Amazon.in para comercializar esses produtos para nossos clientes”.

Entre as grandes vítimas da estratégia estão grandes marcas como John Miller, que tem como presidente-executivo Kishore Biyani, conhecido como “rei do varejo” na Índia. Segundo o documento obtido pela reportagem, a Amazon decidiu “seguir as medidas” das camisas John Miller “até a circunferência do pescoço e o comprimento das mangas”, como descrito.

Em resposta à reportagem, a Amazon declarou: “Exibimos os resultados da pesquisa com base na relevância para a consulta de pesquisa do cliente, independentemente de tais produtos terem marcas privadas oferecidas pelos vendedores ou não”. A empresa não respondeu em sua declaração sobre as evidências de que funcionários teriam copiado produtos de outras companhias para suas próprias marcas.

Com informações do IG Economia e da Reuters.

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