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Amazon bate quarto recorde consecutivo e aponta receita de US$ 108 bi no 1° trimestre

Igor Shimabukuro
·2 minuto de leitura
Amazon bate quarto recorde consecutivo e aponta receita de US$ 108 bi no 1° trimestre
Amazon bate quarto recorde consecutivo e aponta receita de US$ 108 bi no 1° trimestre

Quatro trimestres consecutivos com recordes, mesmo em meio à pandemia. Esse foi o feito alcançado pela gigante Amazon. Na última quinta-feira (29), a empresa divulgou seu balanço do primeiro trimestre de 2021 e o resultado surpreendeu o mercado: a receita da companhia subiu 44% no comparativo trimestral e chegou a US$ 108,5 bilhões.

Já o lucro líquido dos três primeiros meses deste ano triplicou e ficou em US$ 8,1 bilhões — bem acima das expectativas da própria Amazon, que esperava superávits entre US$ 3 bilhões e US$ 6,5 bilhões.

O resultado positivo pode ser explicado pela própria pandemia de coronavírus. Com a quarentena, as pessoas intensificaram o hábito de compras online, o que, naturalmente, beneficiou os ganhos da varejista.

Outro ponto é que a gigante intensificou seu serviço em nuvem Amazon Web Services (AWS), cujo negócio tem crescido mais de 30% ao ano. Destaque também para os serviços de assinatura do Amazon Prime Video, que atingiu a marca de 200 milhões de clientes em abril.

“Parece ser uma questão de quando, e não se, ela [Amazon] se tornará uma empresa de US$ 2 trilhões”, afirmou Martin Garner, diretor de Operações da empresa de analistas CCS Insight.

Entrega de encomenda da Amazon
Compras online fortaleceram os ganhos da Amazon no primeiro trimestre de 2021. Foto: No-Mad/Shutterstock

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Amazon vai aumentar salários

Além de um balanço trimestral surpreendente, a companhia informou que vai aumentar os salários de mais de 500 mil trabalhadores. Segundo Darcie Henry, vice-presidente da Amazon, os salários dos funcionários, que atualmente recebem cerca de US$ 15 por hora, terão aumento entre US$ 0,50 e US$ 3 por hora.

No entanto, esse aumento não tem nada a ver com a alta das receitas da empresa, e sim, por conta das batalhas sindicais enfrentadas.

Em março, a gigante sofreu uma ação coletiva por não respeitar os intervalos de seus funcionários. Segundo Lovenia Scott, ex-funcionária da Amazon, a companhia obrigava que os funcionários monitorassem seus walki-talkies mesmo durante as pausas.

A situação poderia ficar ainda mais complicada, caso a formação do primeiro sindicato da varejista fosse criado. Contudo, funcionários do armazém da cidade de Bessemer, no Alabama, votaram contra a formação.

O aumento pode significar um ato para colocar “panos quentes” nos impasses trabalhistas, mas a justificativa dada por Henry é de que a companhia pretende intensificar a linha de frente de suas operações nos Estados Unidos.

Fonte: Markets Insider/Engadget