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Amazon é processada em NY por não proteger funcionários na pandemia

·3 minuto de leitura
Manifestantes na entrada de uma sede da Amazon em Staten Island, em 1o de maio de 2020

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, processou a Amazon por negligência na proteção de seus funcionários durante a pandemia de covid-19 e por adotar represálias contra aqueles que expressaram sua preocupação - informou a Procuradoria nesta quarta-feira (17).

A procuradora afirma que a Amazon violou as leis trabalhistas do estado de Nova York e acusou a empresa de "demitir e punir" funcionários que se opuseram às condições de trabalho impostas durante a pandemia.

"Enquanto a Amazon e seu presidente faziam bilhões durante esta crise, funcionários foram obrigados a suportar condições que não eram seguras e sofreram represálias por expressar esses incômodos, com razão", disse Letitia James em um comunicado.

A procuradora-geral destacou que, desde março passado, "está claro que a Amazon deu mais valor aos lucros do que às pessoas e fracassou em garantir a saúde e a segurança de seus trabalhadores". Ela lamentou que os funcionários que fazem o país funcionar "recebam o pior tratamento".

A Amazon alegou que se preocupa com seus trabalhadores.

"A saúde e segurança de nossos empregados é profundamente importante para nós, como demonstrado pela nossa denúncia na semana passada, e não acreditamos que a denúncia da procuradora-geral apresente um panorama correto da resposta da Amazon à pandemia", disse à AFP uma porta-voz do grupo, Kelly Nantel.

A denúncia da procuradora-geral James "é sobre o fracasso da Amazon na hora de proteger sua mão de obra em Nova York. Mas a história é a mesma onde quer que a Amazon opere, incluindo em Bessemer, Alabama", disse em nota Stuart Appelbaum, presidente de um sindicato que organiza funcionários de grandes depósitos no Alabama.

"A Amazon precisa mudar", acrescentou ele.

Antes do processo de James, a Amazon apresentou na sexta-feira passada uma denúncia contra a própria procuradora-geral, acusando-a de não considerar a informação que a empresa lhe forneceu sobre o tratamento dos empregados durante a pandemia e de submeter o grupo a uma espécie de chantagem.

A empresa pediu a um juiz federal para alegar que a Procuradoria de Nova York não tem jurisdição para levar esses assuntos ao tribunal.

- Medidas "inadequadas" -

Empregados da Amazon se manifestaram várias vezes na primavera boreal (outono no Brasil) em frente a um dos galpões da empresa no distrito de Staten Island, em Nova York, criticando a direção por não tê-los protegido o suficiente contra a covid-19.

A Amazon afirmou na época ter feito mais do que o necessário para limitar os riscos de contágio, estabelecendo distância entre os trabalhadores e triplicando a frequência de limpeza do local. A Procuradoria começou, então, a investigar o assunto.

No final de abril, James enviou uma carta à gigante do comércio eletrônico, após concluir que as medidas de proteção eram "inadequadas".

A procuradora exigiu que a empresa fizesse uma série de concessões e disse que processaria a Amazon no tribunal, caso não as cumprisse. E foi o que fez nesta quarta-feira.

James exigiu, entre outras coisas, que a plataforma redistribuísse a maior parte de seu lucro, que subsidiasse o transporte público dos funcionários e diminuísse seu ritmo de trabalho e indicadores de desempenho.

A procuradora afirmou que a investigação continuaria e se reservou a possibilidade de, posteriormente, recorrer a um juiz.

A Amazon afirma ter proposto esses subsídios, mas diz que esbarrou com a rejeição das autoridades de transporte de Nova York. A empresa também afirma ter reduzido seu ritmo de trabalho, devido às limitações da pandemia.

lbc/ll/aa/tt