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Amazon é acusada de destruir milhões de produtos em boas condições em armazéns

·3 minuto de leitura

Imagine um galpão gigantesco de produtos da Amazon repleto dos mais variados produtos, como TVs, notebook, jogos, livros e até máscaras de proteção contra a COVID-19. Agora imagine tudo isso sendo destruído sem qualquer razão aparente. Pois é disso que a gigante do varejo está sendo acusada no Reino Unido após denúncias feitas por um ex-funcionário, que chegou a registrar imagens do que acontece em um desses depósitos.

As gravações foram feitas em um dos armazéns da empresa em Dunfermline, na Escócia, e mostram dezenas de produtos em caixas sinalizadas com ordem para que sejam destruídos, muito embora todos eles estejam em perfeitas condições de uso.

Conforme revelou a emissora local ITV, são itens que foram devolvidos por clientes, que tiveram suas embalagens originais danificadas ou mesmo que nunca foram vendidos. E o que choca é que esses produtos estão em ótimo estado e poderiam ser doados, por exemplo, mas a política da Amazon é que eles sejam destruídos em vez disso.

Segundo esse ex-funcionário, milhões de descartes assim são realizados anualmente só nesse depósito britânico. Ele conta que, em média, são 130 mil pacotes que acabam inutilizados por semana e que nenhum deles tinha razão para isso. Entre os produtos que diz já ter visto nessa pilha de lixo estavam iPads, MacBooks e até uma caixa com 20 mil máscaras de proteção contra a COVID-19 — todas devidamente embaladas.

“No geral, 50% de todos os itens estão fechados e ainda em suas embalagem original. A outra metade são devoluções e em boas condições”, explica o homem em condição de anonimato à ITV. “E os funcionários têm de se tornar alheios ao que é pedido para eles fazerem”.

Além disso, o destino dos restos também vem sendo alvo de polêmica. A emissora colocou câmeras para acompanhar a movimentação dentro do armazém e identificou que parte do material descartado é levado para unidades de reciclagem, enquanto outro tanto é jogado em aterros sanitários — algo que é negado pela Amazon, apesar das imagens.

(Imagem: Divulgação/Amazon)
(Imagem: Divulgação/Amazon)

A explicação para toda essa destruição que parte o coração de todo apaixonado por tecnologia é simples: para a empresa, é mais barato descartar esses milhares de produtos do que mantê-los ocupando espaço em seus depósitos ou mesmo arranjar uma forma de doá-los, o que poderia trazer custos logísticos. A companhia tem um modelo de negócio que permite que vendedores usem seus armazéns como estoque e, quando o preço de manter tudo isso fica elevado para ambos os lados, a solução é jogar fora.

Procurada pela ITV, um representante da Amazon no Reino Unido afirmou que a quantidade de itens destruídos pela empresa é extremamente pequena e que ela segue focando seus esforços para reduzir essa quantia para zero. “Nossa prioridade é revender, doar para organizações de caridade ou reciclar esses produtos que não são vendidos”, afirma o chefe da divisão britânica da empresa, John Boumphrey à ITV. Contudo, não é isso que as imagens mostram. Segundo as denúncias feitas pelo jornal, a média de itens destruídos semanalmente em Dunfermline é de 130 mil produtos, enquanto as doações ficaram na casa dos 28 mil.

E a questão toda é que, apesar de chocante, esse tipo de coisa não é considerada ilegal perante as leis do país. Ainda assim, um porta-voz do governo britânico afirmou que devem ser estudadas mudanças na legislação para incentivar a reutilização e a reciclagem de produtos eletrônicos.

Fonte: Canaltech

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