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América do Sul fabricará 80 mil carros a menos por falta de componentes

Felipe Ribeiro
·1 minuto de leitura

Com a crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), muitos setores da sociedade e da indústria foram afetados de maneira drástica. No caso dos automóveis, apesar da superação vista em 2020 com números relativamente bons nas vendas, as montadoras começam a sentir com mais peso a dificuldade de se fabricar os carros devido à falta de componentes elétricos.

De acordo com análise feita pela consultoria Auto Forecast Solution, dos Estados Unidos, a produção de carros na América do Sul pode sofrer baixa de até 80 mil unidades em 2021. Para termos noção, o Brasil, hoje, faz 80% dos automóveis no continente e todos os semicondutores são importados. Com a falta desses recursos, algumas fábricas, como a da Chevrolet, no Rio Grande do Sul, e da Fiat, em Minas Gerais, interromperam a produção de alguns modelos, como o Onix e a Strada, para citar alguns.

A Volkswagen é outra empresa que interrompeu a produção de alguns modelos. No caso da fabricante alemã, os carros que estão sem fabricação no momento são o Nivus e o T-Cross, dois dos maiores sucessos em nosso mercado em 2020. Mais empresas que possuem produção local, como a Renault, Hyundai e a Caoa Chery devem anunciar mudanças em breve.

A Fiat Strada teve sua produção paralisada. A picape é, até o momento, o carro mais vendido do Brasil em março/ Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech
A Fiat Strada teve sua produção paralisada. A picape é, até o momento, o carro mais vendido do Brasil em março/ Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

Ainda segundo a AFS, o mercado automotivo global deve deixar de produzir algo na casa dos 933 mil carros em 2021 caso a produção de semicondutores não retome a normalidade.

Fonte: Canaltech

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