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América Latina e as criptomoedas combinam mais do que se imagina

·4 min de leitura

Aproximação natural dos latinos

Para muitos, os criptoativos só farão sentido em existência e valor quando chegarem de vez ao mundo off-chain, se estabilizando de maneira funcional enquanto atende as necessidades econômicas exigidas pela sociedade moderna.

O primeiro dos grandes desafios vividos pelo Bitcoin (BTC), o maior dos representantes da classe no momento, vem se mostrando um grande sucesso em El Salvador.

O país de tamanho e PIB modestos se colocou no centro dos holofotes ao anunciar o BTC como moeda oficial do país, passando por turbulências nos momentos iniciais, mas já colhendo frutos consideráveis em tão pouco tempo de adesão à moeda virtual.

Em menos de dois meses a adesão aos ativos cresceu consideravelmente, proporcionando que mais salvadorenhos desfrutassem da alta vivida em outubro, além de resolver por tabelas problemas históricos de baixa bancarização e de altas taxas em remessas financeiras

Os vizinhos habitantes da Guatemala, de maneira mais discreta também estão fazendo parte das novidades. O Novi, terceira tentativa de Mark Zuckenberg (do antingo Facebook Inc., agora grupo Meta Platform) no setor de criptos, escolheu justamente os Guatemaltecos para fazerem parte dos testes exclusivos da nova carteira virtual das suas plataformas.

Parte da escolha se deve à proteção de parte dos resultados do governo americano, que ainda não vê com bons olhos a novidade. Mas a decisão considera não somente as consideráveis proximidades física, econômicas e semelhança populacional entre Guatemala e El Salvador, ao levar em conta o sucesso dos criptoativos ao sul dos Estados Unidos.

Uma via de mão dupla

Quando El Salvador decidiu pela oficialização do BTC, uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna para descobrir os países mais favoráveis às criptomoedas na América Latina.

Os resultados  indicaram que 48% dos brasileiros aceitariam a adoção do Bitcoin como moeda oficial do Brasil no futuro. Vale ressaltar que apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% diretamente contrários à ideia.

Estes números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais receptivos dentre os dois continentes, ficando à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%) – que também apresentaram razões similares entre indecisos e explicitamente contrários.

O mais interessante dado do levantamento está justamente no top 4 em questão: ao contrário dos casos de El Salvador e da Guatemala, Brasil, Colômbia, Argentina e México estão entre as 5 maiores economias latinas.

Isso significa, pelo menos em tese, que existe um público consideravelmente receptivo à testar a “novidade” em economias efetivamente relevantes. Considerando o cenário de recuperação econômica estabelecido pelo cenário pós-pandêmico junto à já latente necessidade de evolução do cenário de países emergentes, as principais referências continentais podem se tornar o cenário ideal para que as criptomoedas deem seu próximo grande passo.

Contudo, é nítida a necessidade de preparar o terreno. O processo de ajustes não se trata somente das ferramentas e estruturas necessárias para o estabelecimento de um criptoativo como moeda corrente em uma potência latina.

É prudente levar a experiência de El Salvador como aprendizado, mas não somente com os pontos positivos. O maior problema encarado, e que gerou forte queda no 7 de setembro que marcou o início do BTC pelo país, foi causado pela desinformação.

Desconfiança e pouca adesão inicial (ao lado de um problema temporário com a carteira digital do governo) acabaram gerando instabilidade não só no começo de projeto, mas no mercado como um todo.

E os n´umeros levantados pela plataforma Cryptoliteracy.org indicam que, apesar do cenário aprazível para a recepção dos criptos, 99% dos brasileiros e mexicanos cientes da existência dos ativos reprovaram em testes de conhecimentos básicos de seu funcionamento.

Em todo o tipo de recorte, o principal desafio das moedas virtuais é se aproximar do mundo real efetivamente. A falta de informação sobre seu funcionamento, reflexos e afins, pode colocar a perder uma janela de oportunidade que seria promissora. No caso de fracasso tanto no México quanto no Brasil, os dois líderes das pesquisas e de PIB na América Latina, os danos para a confiabilidade de todo o mundo nos criptoativos poderia ser desmanchada, causando um dano que poderia ser irreversível para todo o mercado.

É mais do que necessário iniciar trabalhos referentes à educação deste novo contexto, que aliás vai muito além do âmbito econômico (justamente o que torna sua chegada inevitável). A América Latina não pode se dar ao luxo de perder a oportunidade de acompanhar o resto do mundo rumo ao futuro.

 

This article was originally posted on FX Empire

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