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Mulher de Queiroz o comparou a “preso dando ordens aqui fora”

·2 minuto de leitura

Casal é investigados por esquema de “rachadinha” no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro O juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, justificou a decretação da prisão preventiva de Fabrício Queiroz citando, entre outros motivos, mensagens da mulher dele dizendo que, mesmo escondido, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) continuava dando ordens para constranger testemunhas. Márcia Oliveira de Aguiar chegou a comparar o marido a um bandido “que está preso dando ordens aqui fora, resolvendo tudo”. As mensagens foram arrecadadas pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) durante operações de busca e apreensão. Fabrício Queiroz deixa o Instituto Médico Legal em São Paulo na manhã desta quinta-feira Reprodução/TV Globo O juiz também decretou a prisão de Márcia, mas ela ainda não foi localizada e é considerada foragida. O mandado está sendo cumprido com auxílio da Polícia Federal, em São Paulo e no Rio. A reportagem apurou que a decisão de Flávio Itabaiana, de 46 folhas, foi tomada a pedido do MP-RJ para instruir as investigações e garantir a ordem pública. Um dos motivos é que o casal estaria se escondendo desde o início do ano passado, quando Queiroz teve alta de um hospital em São Paulo, até a prisão nesta quinta-feira, em um sítio do advogado Frederick Wassef, que defende Flávio na investigação. O magistrado avaliou ainda que se Queiroz e Márcia continuassem soltos eles poderiam ameaçar testemunhas e investigados, atrapalhando as investigações. Ele ressaltou que há prova robusta nos autos e que testemunhas já deixaram de ser ouvidas por orientação do ex-assessor de Flávio. Foi o caso de Danielle Nóbrega, ex-mulher do capitão do Bope, Adriano Nóbrega, que constou como assessora de Flávio por dez anos e foi demitida do gabinete em novembro de 2018 a pedido de Queiroz. O ex-assessor de Flávio foi preso na manhã desta quinta-feira em operação conjunta do MP-RJ e da Polícia Civil de São Paulo denominada “Anjo”, apelido do advogado Wassef. Queiroz e o senador são investigados pelo esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio. Ele foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, e seguirá ainda nesta quinta-feira para o Rio, onde é investigado. Não houve resistência ou qualquer incidente no momento da prisão preventiva. Delegado da Polícia Civil responsável pela operação que prendeu Queiroz, Osvaldo Nico Gonçalves afirmou à GloboNews que o portão da casa foi arrombado. Foram apreendidos dois celulares e documentos e um pequeno valor em dinheiro. Queiroz esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018 e, no período, emplacou sete parentes na estrutura. Entre os parentes de Queiroz investigados junto com ele, estão a mulher, a enteada e duas filhas - uma delas é Nathalia Queiroz, conhecida por ser personal trainer.

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