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Aluna admite ter mentido sobre professor ter mostrado caricaturas de Maomé; Samuel Paty foi assassinado

·2 minuto de leitura
French President Emmanuel Macron pays his respects by the coffin of slain teacher Samuel Paty in the courtyard of the Sorbonne university during a national memorial event, Wednesday, Oct. 21, 2020 in Paris. French history teacher Samuel Paty was beheaded in Conflans-Sainte-Honorine, northwest of Paris, by a 18-year-old Moscow-born Chechen refugee, who was later shot dead by police. (AP Photo/Francois Mori, Pool)
Presidente da França, Emmanuel Macron, homenageou o professor Samuel Paty após o assassinato (Foto: AP Photo/Francois Mori, Pool)

Samuel Paty, professor assassinato em no subúrbio de Paris, pode ter sido alvo de uma mentira de uma aluna. Segundo o jornal francês Le Parisien, a adolescente que acusou o docente deu um depoimento à polícia, no qual assumiu ter feito uma denúncia falsa.

Em outubro de 2020, Paty foi decapitado após a denúncia de que o professor tinha mostrado charges ridicularizando o profeta muçulmano Maomé. A aluna teria assumido que mentiu. “Samuel Paty morreu decapitado por causa de uma mentira ridícula de uma aluna de 13 anos”, declarou o jornal.

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No depoimento, ela teria assumido que inventou que Paty levou para a sala de aula caricaturas de Maomé feitas pelo jornal Charlie Hebdo, conhecido por ser uma publicação satírica. A aula em questão era sobre liberdade de expressão. Ao juiz, a aluna assumiu que não estava na escola durante a aula.

Na ocasião, a jovem acusou Samuel Paty de islamofobia. Primeiro, ela contou ao pai e depois foi até a polícia. Na denúncia, ela disse que o docente exigiu que os alunos muçulmanos deixassem a sala durante a apresentação.

Em seu primeiro depoimento, a aluna disse que brigou com o professor por se negar a sair da aula. Em seguida, afirmou ter sido expulsa. No segundo depoimento, em novembro, ela mudou a versão e negou que estivesse na sala.

Baseado no relato da aluna, o pai da menina, que ouviu o relato, fez um vídeo indignado contando sobre o ocorrido.

A publicação viralizou e Paty começou a ser atacado nas redes sociais. Telefone e endereço do professor foram divulgados e, dias depois, ele foi decapitado por um islamita radical. Antes do crime, ele depôs e afirmou que estava sendo vítima de uma mentira. Ele há havia dito que a menina não estava na sala de aula na ocasião.

“Ela inventou uma história através de rumores de colegas. Trata-se de uma falsa declaração com o objetivo de prejudicar a imagem do professor que eu represento, da escola e da educação como instituição”, disse o professor no depoimento, revelado pela Franceinfo.

Como revelou o Le Parisien, no segundo depoimento da aluna, depois do assassinato do professor, ela mudou a versão. Disse que não esteve na aula sobre liberdade de expressão. Colegas confirmaram que ela não estava presente e disseram que o professor não obrigou ninguém a deixar a sala.