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As alternativas ao Twitter após a rede social ser comprada por Elon Musk

Desde que Elon Musk comprou o Twitter, alguns usuários insatisfeitos ou preocupados com as mudanças anunciadas decidiram migrar para outras plataformas.

Os motivos variam, desde o plano de demissão, até o medo de um aumento de discursos extremistas, passando também pela oposição ao modelo de negócios de pagamento que Musk irá implementar.

Para onde correm os usuários decepcionados do Twitter? Qual é a magnitude desse êxodo?

- Mastodon, uma rede que "não está à venda" -

Esta plataforma praticamente desconhecida há alguns dias registra um pico de popularidade entre os internautas preocupados com o destino do Twitter. Foi fundada em 2016 pelo desenvolvedor alemão Eugen Rochko e se apresenta como "uma rede social descentralizada, livre e de código aberto", sem nenhuma publicidade.

Especificamente, essa rede permite que cada usuário participe com base em seus tópicos de interesse na comunidade de sua escolha e formule suas próprias regras.

A Mastodon se orgulha de "não estar à venda", já que se trata de uma rede de milhares de servidores independentes.

Os membros podem interagir com a condição de que as regras de moderação de seus respectivos servidores sejam compatíveis.

Em sua conta pessoal, Rochko afirma que a Mastodon alcançou nesta segunda-feira mais de um milhão de usuários mensais ativos graças à incorporação de 1.124 servidores e cerca de 490 mil novos participantes desde 27 de outubro, data em que Elon Musk efetivou a compra do Twitter.

Muitos usuários que testaram a rede social dizem que foram desencorajados pelo aspecto pouco intuitivo da plataforma, destacando especificamente a dificuldade de criar uma conta.

Outras pessoas criticam que a moderação dos conteúdos é de responsabilidade dos administradores dos grupos, apontando para decisões arbitrárias.

- Em desenvolvimento -

Outras plataformas que poderiam ser atrativas para quem quer deixar o Twitter ainda estão em fase de desenvolvimento.

É o caso da Bluesky, o novo projeto de Jack Dorsey, co-fundador do Twitter que anunciou no final de outubro a inscrição de 30 mil pessoas em 48 horas na lista de espera para testar a plataforma, ou da Cohost, que promete que os dados pessoais dos usuários nunca serão vendidos.

Outras plataformas já conhecidas do público como Tumblr ou o aplicativo de conversa por áudio Clubhouse registraram um aumento em sua popularidade.

Outros empreendimentos recentes que geram curiosidade são as redes Counter Social e Tribal Social.

Redes como Gab, Parler ou Truth Social, a plataforma lançada por Donald Trump, se apresentavam como alternativas ao Twitter antes de sua compra por Musk e agora esperam aproveitar para ganhar usuários.

- Efeito limitado -

Por enquanto, nada indica que as alternativas ao Twitter sejam capazes de competir com esta rede social que em junho registrou 238 milhões de usuários diários ativos.

Em um tuíte publicado na madrugada de terça-feira, Musk afirmou que "o número de usuários do Twitter aumentou consideravelmente no mundo desde o anúncio do acordo", sem dar mais detalhes.

"E são só os primeiros dias", completou o bilionário.

Resta saber se as personalidades mais seguidas do Twitter, como cantores, atletas ou políticos continuarão ativos na plataforma ou escolherão outra rede social com uma audiência mais ampla, como Facebook, Instagram ou TikTok.

dho/jum/as/an/am/mvv