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Alta quantidade de coronavírus em pessoas assintomáticas no país surpreende cientistas

Ana Lucia Azevedo
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Estudo indica que algumas pessoas sem sinais da doença têm uma carga viral, isto é, uma concentração de vírus, muito grande
Estudo indica que algumas pessoas sem sinais da doença têm uma carga viral, isto é, uma concentração de vírus, muito grande

RIO — A busca por portadores assintomáticos do coronavírus começa a revelar aspectos intrigantes da propagação da Covid-19 no Brasil. Acredita-se que a transmissão assintomática seja responsável por cerca de 60% da propagação do vírus. São pessoas que se sentem saudáveis, muitas das quais não adoecem, mas transmitem o vírus.

Um novo estudo, porém, indica que algumas pessoas sem sinais da doença têm uma carga viral, isto é, uma concentração de vírus, muito grande. Tão elevada, que surpreende os cientistas. Em tese, elas seriam mais contagiosas. Pois, não só têm mais vírus quanto ainda, por não se sentirem doentes, circulam mais e podem espalhar o vírus.

Encontrar os assintomáticos e saber o quão são frequentes em nossa população é essencial para controlar a pandemia, frisa Renato Santana, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG.

Ele integra o grupo de cientistas da UFMG, coordenado por Renan Pedra, que colabora com a Secretaria de Saúde de Betim, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em um projeto que faz busca ativa para identificar a prevalência do coronavírus.