Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.764,26
    +3.046,32 (+2,78%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.853,37
    +392,82 (+0,81%)
     
  • PETROLEO CRU

    91,88
    -2,46 (-2,61%)
     
  • OURO

    1.818,90
    +11,70 (+0,65%)
     
  • BTC-USD

    24.491,31
    +344,64 (+1,43%)
     
  • CMC Crypto 200

    574,64
    +3,36 (+0,59%)
     
  • S&P500

    4.280,15
    +72,88 (+1,73%)
     
  • DOW JONES

    33.761,05
    +424,38 (+1,27%)
     
  • FTSE

    7.500,89
    +34,98 (+0,47%)
     
  • HANG SENG

    20.175,62
    +93,19 (+0,46%)
     
  • NIKKEI

    28.546,98
    +727,65 (+2,62%)
     
  • NASDAQ

    13.580,00
    +268,75 (+2,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2024
    -0,1213 (-2,28%)
     

Alta de juro no EUA e 'bagunça' eleitoral afastam investidor do Brasil, diz economista

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 05.09.2018 - Roberto Dumas, estrategista-chefe do banco Voiter e professor de economia internacional e de economia chinesa no Insper. (Foto: Alberto Rocha/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 05.09.2018 - Roberto Dumas, estrategista-chefe do banco Voiter e professor de economia internacional e de economia chinesa no Insper. (Foto: Alberto Rocha/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A expectativa de que os juros subam mais nos EUA do que no Brasil nos próximos meses, somada às incertezas fiscais e eleitorais brasileiras, devem manter investidores estrangeiros afastados por mais tempo. A afirmação é de Roberto Dumas, estrategista chefe do banco Voiter e professor do Insper.

Ele afirma não ver perspectiva de forte recuperação do Ibovespa e do real neste ano, após a saída de capital estrangeiro que ajudou a derrubar os dois indicadores a partir do segundo trimestre.

Os estrangeiros já obtiveram ganhos de 40% em dólar no mercado brasileiro no primeiro trimestre, afirma Dumas, e não há motivos para arriscar novos investimentos neste momento.

Para ele, ainda há espaço para nova desvalorização dos ativos brasileiros, caso os juros subam ainda mais no exterior e as incertezas internas aumentem.

"Dá para esperar um pouco mais. Vou colocar dinheiro em mercado emergente, no Brasil? Não, vamos para os EUA. A taxa de juros lá está subindo mais do que aqui. Tem mais juro lá ainda para ser feliz", afirma o economista.

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) anunciou nesta quarta-feira (27) um novo aumento de 0,75 ponto percentual da sua taxa de juros, elevando a meta máxima para 2,5% ao ano. Para Dumas, os juros podem ir a 4% ou 4,25%.

O cenário externo adverso se soma aos problemas internos. Dumas diz não ser contra as medidas do governo para socorrer a população mais pobre, mas afirma que a decisão de não cortar outros gastos mostra que não há compromisso com a retidão fiscal.

Também vê com preocupação as palavras e atitudes dos dois favoritos na disputa presidencial em relação à questão fiscal e diz que o governo pode dar com uma mão por meio da política fiscal, mas os juros altos e a inflação vão tirar de outro.

"Um fala que vai estourar o teto de gastos. O outro já está estourando de fato. Em época de eleição você quer gastar. É normal. Não é só o Bolsonaro. Aconteceu com Fernando Henrique, Dilma. Tudo bem, faz o que você quer. A gente [mercado] precifica", afirma.

Dumas afirma também que uma política fiscal expansionista leva o Banco Central a pisar no freio mais forte e pode levar os juros para o patamar próximo de 14% ao ano.

"Você puxa taxas de juros para controlar a demanda, aí vem alguém e joga mais dinheiro na economia, então tem de tirar com a outra mão. Tem um custo nisso aí que eu vou levar para 2023."

Embora descarte o risco de uma crise institucional semelhante ao que ocorreu nos EUA com a invasão do Capitólio, Dumas vê uma eleição mais inflamada e que passa uma mensagem negativa para o investidor.

"Esse risco o investidor não gosta. Rompimento, não acho [que vai ter]. Calor nas ruas, sim. Essa eleição está mais inflamada", afirma.

"Uma vez me perguntaram: você não acha que está tudo errado? Não quero entrar na discussão. Só não quero bagunça nas ruas. Resolvam de uma forma democrática."

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos