Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    62.254,81
    -46,04 (-0,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6872
    -0,0339 (-0,50%)
     

Alta dos yields dificulta leilões de títulos em todo o mundo

Enda Curran, Emily Barrett e Chester Yung
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Uma série de leilões de títulos mal-acolhidos pelos mercados na semana passada está transmitindo uma mensagem - a derrocada global liderada pelos Treasuries está deixando os investidores assustados e os governos encarando os custos de empréstimos mais altos.

Os Treasuries retomaram as quedas na quarta-feira, com alta dos rendimentos em toda a curva. Isso se segue a uma venda desastrosa de notas de sete anos nos EUA na semana passada, que deu o tom para a demanda morna em leilões subsequentes de títulos soberanos da Indonésia ao Japão e à Alemanha, e levou outros países a descartar ofertas. A pressão para taxas mais altas ocorre no momento em que os formuladores de políticas do Fed, o banco central dos EUA, tentam aliviar o desconforto dos investidores com o recente salto nos rendimentos.

Os investidores estão exigindo rendimentos mais altos para compensar o risco de maior volatilidade, o que pode complicar os esforços para financiar US$ 14 trilhões em estímulos fiscais. As preocupações de que os bancos centrais possam retirar o apoio às políticas azedaram os humores, em meio a evidências crescentes de uma recuperação econômica mais rápida do que o previsto anteriormente.

“Os investidores estarão diferenciando cada vez mais os países com base em seus fundamentos e perspectivas”, disse Tuuli McCully, chefe de economia da Ásia-Pacífico no Scotiabank. “Considerando os níveis elevados de endividamento em alguns países, os custos de financiamento mais altos podem prejudicar ainda mais a força de recuperação econômica deles.”

Mensagem clara

A mensagem dos mercados da Europa e Ásia-Pacífico nesta semana é clara. Na Alemanha, uma venda de títulos de 15 anos na quarta-feira recebeu a demanda mais fraca desde o lançamento do papel com este vencimento no verão passado. Na terça-feira, o Ministério das Finanças da Indonésia falhou sua meta de venda de títulos pela terceira vez, ao levantar 17 trilhões de rupias em leilão, abaixo da meta revisada do governo de 30 trilhões de rupias.

“Se ainda não houver uma reversão no sentimento, o governo pode precisar aceitar rendimentos mais altos das propostas ou reduzir os gastos planejados”, disse Frances Cheung, estrategista de juros da Oversea-Chinese Banking Corp. em Singapura.

Embora os títulos globais tenham se estabilizado esta semana, os investidores ainda estão claramente abalados com a perspectiva de mais volatilidade. A venda de títulos de 10 anos do Japão na terça-feira registrou a menor oferta de cobertura desde fevereiro de 2016, e a venda de papéis de dívida de 15 anos pela Alemanha também teve uma demanda morna.

O Ministério das Finanças do México declarou nula uma venda de dívida soberana em moeda local na semana passada, apesar de a demanda ter sido o triplo da oferta. Em comunicado, o ministério culpou as altas taxas derivadas da volatilidade do mercado pelo afundamento da venda de 3,7 bilhões de pesos (US$ 178 milhões).

A venda de títulos verdes pela Itália foi uma exceção, reunindo 76 bilhões de euros em pedidos, graças ao seu selo ecologicamente correto. Na Rússia, o Ministério das Finanças vendeu a maior parte das notas de cupom fixo desde junho, já que as sanções moderadas dos EUA não conseguiram deter os investidores.

Perspectiva

Apesar de todo o nervosismo, os otimistas dizem que rendimentos mais altos são um sinal de confiança e que as economias emergentes continuam desfrutando de fluxos de entrada e posições melhores em conta corrente. Na Ásia, os bancos centrais adicionaram US$ 467,7 bilhões às suas reservas em moeda estrangeira no ano passado, o maior volume desde 2013.

“Continuamos com a visão de que os temores de um Taper Tantrum como o de 2013 para os mercados emergentes são exagerados”, disse Sameer Goel, chefe global de pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank em Singapura.

Ainda assim, o recente salto dos yields colocou os bancos centrais em guarda. A governadora do Fed, Lael Brainard, alertou na terça-feira que a volatilidade do mercado de títulos “chama a atenção” e pode causar mais atrasos nos planos do Fed de reduzir suas compras de ativos. Membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, Fabio Panetta disse que o recente salto nos rendimentos “é indesejável e deve ser combatido”. Ainda assim, a instituição como um todo não vê necessidade de uma ação drástica para combater os aumentos dos rendimentos, de acordo com autoridades familiarizadas com as discussões internas.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.