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Alta do preço do trigo pode gerar desnutrição em massa

Dados da FAO e da OCDE estimam que as exportações de grãos da Ucrânia estão atualmente em apenas 20% da capacidade (Getty Creative)
Dados da FAO e da OCDE estimam que as exportações de grãos da Ucrânia estão atualmente em apenas 20% da capacidade (Getty Creative)
  • Paralisação das exportações de trigo da Ucrânia, por conta da guerra no país, manterá os preços globais altos

  • Exportações de grãos da Ucrânia estão atualmente em apenas 20% da capacidade

  • Brasil não compra seu trigo da Europa, mas deverá ser afetado pelo conflito entre as duas nações europeias

A agência de alimentos da Organização das Nações Unidas e a OCDE informaram, nesta quarta-feira (29), que a paralisação das exportações de trigo da Ucrânia, por conta da guerra no país, manterá os preços globais altos na temporada 2022/23 e poderá colocar milhões de pessoas em risco de desnutrição.

A invasão da Ucrânia pela Rússia resultou no fechamento do Mar de Azov e do Mar Negro, o que colaborou para a interrupção das exportações.

Dados da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimam que as exportações de grãos da Ucrânia estão atualmente em apenas 20% da capacidade.

O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, declarou que “com a segurança alimentar já sob pressão, as consequências seriam terríveis, especialmente para os mais vulneráveis”.

Consequências de longo prazo

Em março, dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq/USP, apontaram que conflito internacional na Ucrânia já fez com que o trigo atingisse seu maior valor nos mercados internacionais desde 2014.

O Brasil, que não compra seu trigo da Europa, mas sim de países vizinhos como a Argentina e o Uruguai, deverá ser afetado pelo conflito entre as duas nações europeias. Juntas, a Rússia e a Ucrânia respondem por quase 1/3 das exportações mundiais do trigo, e a guerra deve encarecer ainda mais o preço do commodity no mercado internacional.

No começo de março, o bushel (27,2 quilos) do trigo atingiu o maior preço desde 2008 por temor de escassez de oferta. O trigo no Brasil segue vulnerável, com 60% da demanda sendo atendida por importação e, desse total, 85% é originário da Argentina.

Além do aumento do trigo propriamente dito, outros fatores podem provocar a alta nas cotações em reais, como o dólar e a incerteza em relação aos fertilizantes, dos quais o Brasil é altamente dependente de importações.

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