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Alta da confiança da indústria é geral, mas ainda há cautela no longo prazo, diz FGV

Ana Conceição
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Índice de tendência de negócios para seis meses segue abaixo dos 100, aponta economista O aumento da confiança é generalizado na indústria de transformação, segundo a prévia da sondagem de setembro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), divulgada nesta segunda-feira. Dos 19 segmentos que compõem o setor, 18 apresentaram melhora de humor. Em 13 deles, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou acima de 100, limite que separa otimismo do pessimismo. Em agosto, eram 8. Assim, o ICI geral subiu 7,2 pontos, para 105,9, que se confirmado será o melhor nível desde janeiro de 2013, antes mesmo da recessão 2014-2016. Valor Mas, enquanto os subindicadores de situação atual e dos próximos três meses estão bem, os que medem as expectativas num prazo mais longo, de seis meses, continuam abaixo de 100, o que denota a cautela do setor com prazos para além de 2020. “A confiança para o momento presente veio muito bem [na sondagem]. De uma forma geral, todos os indicadores estão acima de 100. O de tendência de negócios nos próximos seis meses melhorou, mas segue abaixo dessa linha. Isso lança dúvida sobre a consistência dessa recuperação de confiança”, diz Renata de Mello Franco, economista do Ibre/FGV. Entre os indicadores de curto prazo que avançaram, Renata cita os de demanda interna, produção e emprego previstos e adequação de estoques. “A indústria está bem otimista para os próximos três meses”, diz a economista. Um otimismo que pode se traduzir em produção industrial, que surpreendeu positivamente nos últimos dois meses, como mostram os dados do IBGE. Segundo Renata, a confiança de segmentos relacionados a bens intermediários, como produtos de metal, químicos e plásticos, se destaca. A retomada da construção civil, mais especificamente do mercado imobiliário, tem a ver com isso. A confiança da indústria de veículos está no limite, 100, registrando melhora ante agosto, mas seu indicador de tendência de seis meses está abaixo de 90. “O setor está mais otimista para o curto prazo e cauteloso para além dos três meses”, diz Renata. Com peso de 10% no índice total da indústria, o setor de veículos é o maior responsável por manter mais baixas as expectativas de prazo mais longo no setor.