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Alta da carne perde força, e prévia da inflação fica em 0,71%

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A desaceleração no preço da carne contribuiu para que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) marcasse 0,71% em janeiro de 2020, divulgou nesta quinta-feira (23) o IBGE.

As carnes passaram de uma alta de 17,71% em dezembro para 4,83% em janeiro. Mesmo assim, exerceram contribuição de 0,15 ponto percentual no índice do IPCA-15.

O resultado do mês é o maior para janeiro desde 2016, quando registrou 0,92%. Em 12 meses, acumula alta de 4,34%. Já em janeiro do ano passado, ficou em 0,30%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta. A maior variação foi do grupo de Alimentação e bebidas, com 1,83%, e ainda um impacto de 0,45 ponto percentual no índice. Mesmo assim, o setor desacelerou, já que no mês anterior marcou 2,59%.

Outro grupo que contribuiu bastante foi transportes, com 0,92% e contribuição de 0,17 ponto percentual no índice do mês.

O desempenho de transportes foi impactado pelos preços da gasolina e reajustes de passagens dos ônibus urbano, principalmente em Brasília e São Paulo. As tarifas de táxi também subiram, em especial no Rio de Janeiro, assim como os ônibus interestaduais, em Salvador. 

Em contrapartida, as passagens aéreas caíram 6,45%, após alta de 15,63% no IPCA-15 de dezembro.

Por outro lado, influenciado pela queda de 2,11% na energia elétrica, o item Habitação caiu 0,14%, um impacto de 0,02 ponto percentual na marca mensal geral, enquanto Artigos de residência, com 0,01%, e Despesas pessoais, com 0,47%, foram outros a registrar queda.